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EUA: 17 Estados processam Trump contra enfraquecimento de proteção a espécies ameaçadas

O presidente norte-americano decidiu enfraquecer a Lei das Espécies Ameaçadas. Depois dos protestos dos ambientalistas, agora são 17 Estados que decidiram processar a administração de Trump por esta decisão que promete contabilizar os custos das medidas de proteção de espécies em risco.
Urso pardo norte-americano, uma das espécies protegidas nos EUA.
Urso pardo norte-americano, uma das espécies protegidas nos EUA. Foto de Valerie. Flickr.

No mês passado, vários grupos ambientalistas tinham processado o governo norte-americano devido à sua decisão de enfraquecer a proteção às espécies em risco.

Esta quarta-feira, foi a vez de 17 Estados seguirem os ambientalistas neste caminho, através de um processo entregue num tribunal federal de São Francisco. O processo foi entregue na véspera da entrada em vigor da revisão da lei. Um dos princípios contestados é o de que os representantes do governo vão passar a tomar em conta o custo envolvido em salvar uma espécie. Para além disso, as proteções automáticas para quaisquer espécies que sejam consideradas em perigo foram retiradas e tornou-se mais fácil retirar espécies da lista de proteção.

A Lei das Espécies Ameaçadas é uma peça histórica da legislação norte-americana. Criada em 1973, pelo presidente Nixon, tem sido saudada como tendo permitido salvar da extinção cerca de 220 espécies, entre as quais verdadeiros símbolos do país como a águia-careca ou o urso pardo norte-americano.

Ao todo, esta lei protege 1600 plantas e animais, assim como os seus habitats. E aqui reside parte do problema. É que a proteção de alguns habitats choca com interesses económicos, nomeadamente dos madeireiros e das minas. São alguns destes setores económicos que têm pressionado para que a lei fosse aligeirada.

Estados como a Califórnia, Massachusetts, Maryland, Colorado, Connecticut, Illinois, Michigan, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova Iorque, Carolina do Norte, Oregon, Pennsylvania, Rhode Island, Vermont e Washington juntaram-se para desafiar o governo com base na ideia de que as alterações propostas contradizem os princípios estabelecidos na lei, minando-a. Para estes, não foi apresentado qualquer argumento razoável para apoiar a mudança, nem foi feito qualquer estudo do seu impacto ambiental.

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