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“Eu ouvi o Dr. António Arnaut”, escreve Maria do Rosário Gama

Em artigo publicado no jornal “Público”, a destacada militante socialista e fundadora da associação APRE afirma: “A memória da luta do Dr. António Arnaut só será respeitada se a Lei de Bases da Saúde consignar a inequívoca distinção entre o que é público e o que é privado”.
Maria do Rosário Gama - foto retirada da sua página no facebook
Maria do Rosário Gama - foto retirada da sua página no facebook

O jornal “Público” divulga neste sábado o importante artigo “Eu ouvi” de Maria do Rosário Gama, professora aposentada, militante socialista e ex-presidente da APRE (Associação de aposentados, pensionistas e reformados).

No texto, a autora lembra o Dr. António Arnaut e as suas afirmações em inúmeros debates, sublinhando a sua defesa do SNS, de “um SNS universal, geral e gratuito, que preste a todos os cidadãos o mesmo tipo de cuidados de saúde, sem qualquer discriminação!”, “a igualdade no acesso e no tratamento, independentemente das condições económicas dos utentes” e que “Se o SNS for descaracterizado, será a própria democracia que é desvirtuada e enfraquecida!”.

E indica quatro questões para a “memória da luta do Dr. António Arnaut” ser respeitada:

  1. A Lei de Bases da Saúde, que em breve irá ser votada na AR, consignar a inequívoca distinção entre o que é público e o que é privado;
  2. As verbas do Orçamento do Estado forem essencialmente utilizadas para o reforço do SNS;
  3. O Estado assumir a gestão do serviço público de saúde, sem pôr em causa a legitimidade da iniciativa privada;
  4. For garantida a universalidade do SNS, bem como a sua total cobertura nacional, como factor de coesão social.

A concluir, Maria do Rosário Gama lembra que ouviu António Costa prometer, em resposta ao apelo de António Arnaut, que “iríamos aguentar o SNS nesta geração e para as próximas gerações, porque o SNS veio para ficar e é seguramente uma das marcas do Portugal de Abril”.

 

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