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Estudantes de Alcanena manifestam-se contra a poluição

Os maus cheiros na vila de Alcanena fizeram com que 600 estudantes participassem numa marcha silenciosa. Segundo a Câmara, a origem da poluição está na indústria dos curtumes que não cumpre obrigações ambientais. Por sua vez, os industriais dizem que o problema é a gestão municipal das águas residuais.
Estudantes de Alcanena manifestam-se contra o mau cheiro.
Estudantes de Alcanena manifestam-se contra o mau cheiro. Foto de Rui Miguel Pedrosa/Lusa.

Os estudantes de Alcanena saíram à rua para uma marcha silenciosa entre a Escola Secundária e a Câmara Municipal como forma de protesto contra o mau cheiro que se sente na vila. Industriais e autarquia trocam acusações quanto a causa do problema: os primeiros dizem que a gestão do sistema de tratamento das águas residuais por uma empresa municipal está a falhar e a Câmara Municipal retorque que o problema está no facto da indústria de curtumes não estar a cumprir as suas obrigações ambientais.

O que é consensual e evidente é o mau cheiro de que se queixaram esta segunda-feira os 600 estudantes que saíram à rua para exigir à Câmara “a resolução do problema”.

Para além do incómodo causado pelo cheiro, os alunos da Secundária têm sentido “irritação na garganta, dores de cabeça e vómitos”, segundo contou Madalena Gomes, uma das dinamizadoras do Grupo de Jovens em Prol do Bem-Estar Social que os jovens criaram, à Lusa.

O desfile foi silencioso como se fosse um funeral e muitos dos jovens vestiam de preto ou usavam máscaras para salientar o estado de degradação ambiental. Chegados à sede da autarquia, leram um manifesto em que consideravam que “a situação ambiental em Alcanena tem sido relegada por vários intervenientes para níveis inaceitáveis ao longo de décadas”, uma situação que piorou “nos últimos meses” tomando “proporções calamitosas” porque há um cheiro “pestilento” que “provoca reações a nível de saúde, como enxaquecas, enjoos ou dores físicas”.

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