Está aqui

Estivadores prolongam greve ao trabalho suplementar

Cerca de trezentos estivadores do SEAL manifestaram-se hoje em Lisboa pela liberdade de filiação sindical. Decidiram prolongar a greve ao trabalho suplementar até ao dia 1 de janeiro de 2019.
Fotografia: António Pedro Santos/Lusa
Fotografia: António Pedro Santos/Lusa

A manifestação partiu do Largo de São Paulo e terminou na Assembleia da República. Os manifestantes gritavam frases como “direitos iguais nos portos nacionais”.

Segundo a agência Lusa, António Mariano, presidente do Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL), afirmou que estava em causa a liberdade de filiação sindical: “É inadmissível que os trabalhadores, porque escolhem determinada opção sindical, vejam as suas condições salariais alteradas e isto está a acontecer em Leixões e no Caniçal”.

O bloqueio à contratação coletiva e a utilização de sindicatos fictícios foram alguns dos principais motivos da greve que se iniciou esta quinta-feira. A greve ao trabalho suplementar, inicialmente agendada até ao dia 8 de outubro, foi prolongada até ao início do próximo ano.

José Soeiro, deputado do Bloco, presente na manifestação, informou a comunicação social de que o Bloco já propôs na Comissão de Trabalho “que as empresas de trabalho portuário, as administrações dos portos, a autoridade para as condições de trabalho e os sindicatos que representam os estivadores compareçam na Comissão, porque o que tem acontecido neste setor é uma violação sistemática das condições dos trabalhadores”. Esta proposta foi aprovada por unanimidade.

O deputado afirmou ainda que “hoje os trabalhadores em greve estão a ser substituídos por trabalhadores contratados por empresas de trabalho temporário” e que “existe um atropelo sistemático às condições de trabalho, uma dinâmica de intimidação dos trabalhadores que se sindicalizam”.

“A lei do trabalho portuário tem muitas debilidade e instituiu uma dinâmica de prevaricação que precisa de ser combatida”, denunciou Soeiro.

Termos relacionados Sociedade
(...)