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Estivadores de Setúbal aprovam acordo por unanimidade

O plenário de estivadores aprovou o princípio de acordo negociado pelo SEAL e associações patronais com a mediação do governo.
Estivadores do porto de Setúbal estiveram reunidos em plenário esta quinta-feira. Foto SEAL/Facebool

“Ganhámos uma batalha importante, capaz de mudar qualitativamente a vida de quase duas centenas de estivadores neste importante porto do país”, anunciou o Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) após a decisão unânime no plenário realizado esta quinta-feira.

Segundo o SEAL, este acordo consagra a vitória alcançada em dezembro passado, com a integração de 56 trabalhadores nos quadros dos operadores portuários, e também a garantia do direito a um turno diário aos cerca de 80 trabalhadores que não entraram nos quadros, tendo estes prioridade sobre qualquer trabalhador que não integre o contingente atual ou qualquer estivador nos quadros em regime de horário suplementar.

Para além da redução da precariedade que antes afetava 90% dos estivadores do porto de Setúbal, o acordo entre sindicatos e patrões, cuja negociação foi mediada pelo governo, define ainda “a progressão salarial semi-automática no início da carreira, seguida de automática, e uma tabela salarial mais consentânea com a importância estratégica do trabalho realizado por estes estivadores com atualizações salariais anuais de 1,3% acima da inflação”.

O sindicato aponta este acordo como satisfatório e acrescenta que ele “lança as bases para um novo paradigma laboral no sector portuário, por cuja bitola lutaremos para que se torne efectiva não só no porto de Setúbal mas em todos os portos onde o SEAL detenha associados”. Para já, fica garantida a paz social no porto de Setúbal, mas com uma exceção: "a única situação que poderá provocar algum conflito laboral será uma eventual forma de luta em solidariedade com trabalhadores de outros portos nacionais", afirmou à agência Lusa o presidente do SEAL. António Mariano lembra que ainda decorre um conflito no porto da Figueira da Foz, onde os associados do SEAL têm denunciado situações de perseguição e discriminação em função da sua opção sindical.

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