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“Este é um bom exemplo das escolas que nós queremos por todo o país”

Na visita a uma escola básica de Lisboa, onde o Bloco é responsável pelo pelouro da Educação, Catarina Martins destacou medidas como a dos manuais escolares gratuitos, as refeições confecionadas localmente e o aumento de 550 vagas em creches e jardins de infância do concelho.
Catarina Martins na cantina da Escola Básica Sampaio Garrido.
Catarina Martins na cantina da Escola Básica Sampaio Garrido. Foto de Paula Nunes

A visita de Catarina Martins à Escola Básica Sampaio Garrido, em Lisboa, serviu para a coordenadora bloquista mostrar as mudanças que o Bloco trouxe à qualidade da escola pública em Lisboa após assumir o pelouro educativo da autarquia. “Este é um bom exemplo das escolas que nós queremos por todo o país”, sublinhou Catarina, lembrando algumas medidas já aplicadas pelo Bloco na capital e que podem ser replicadas nos outros concelhos.

Por exemplo, no que toca à qualidade das refeições escolares, que constituem uma das principais queixas de pais e alunos nas escolas portuguesas, Catarina destacou que elas passaram a ser “confecionadas localmente e já não vêm em couvetes de plástico”. Uma medida que se traduz em maior satisfação das crianças e menos danos para o ambiente.

Por outro lado, a medida emblemática dos manuais escolares gratuitos, cujo alargamento a todos os ciclos de ensino o Bloco inscreveu no acordo com o PS na autarquia. Com esta medida, “as famílias estão a poupar entre 200 a 400 euros no início do ano letivo”, recordou Catarina.

A coordenadora bloquista aproveitou para criticar a “obsessão do governo” de fazer a reutilização dos manuais no 1º ciclo. “Não tem nenhum sentido pedir a uma criança de 6 ou 7 anos que não escreva no seu manual para ele vir a ser reutilizado”, afirmou Catarina, defendendo que “no 1º ciclo os manuais têm de ser todos novos”, evitando assim que fique manchada “uma medida tão importante para as famílias como é a dos manuais escolares gratuitos”.

Nesta visita que contou com a presença do vereador bloquista Manuel Grilo, Catarina Martins também referiu Lisboa como um exemplo do alargamento da rede pública de creches e jardins de infância, com o aumento de 550 vagas para o pré-escolar. “As creches e jardins de infância custam mais às famílias do que as propinas da universidade. Uma medida fundamental é o alargamento das creches e pré-escolar a todo o país numa rede pública, que é aquela que dá garantias de ser universal, de ser gratuita, de ser para toda a gente”, defendeu a coordenadora do Bloco.

"Como é possível numa hora de debate não se ter ouvido uma única proposta sobre como combater a precariedade?"

Questionada pelos jornalistas sobre o debate televisivo da véspera entre António Costa e Rui Rio, Catarina disse ter ficado surpreendida com a ausência total de referências às questões do trabalho. “Num debate que teve o dobro do tempo dos outros debates, não foi apresentada uma solução para nenhuma questão do trabalho, nenhuma solução para respeitar os trabalhadores por turnos ou quem tem trabalho noturno, nenhuma solução para combater a precariedade. Como é possível numa hora de debate não se ter ouvido uma única proposta sobre como combater a precariedade e respeitar quem trabalha e os seus direitos?”, questionou a coordenadora do Bloco, concluindo que “isso mostra uma coisa evidente: será sempre à esquerda que se vão debater as soluções para quem trabalha”.

Questionada ainda sobre o futuro da questão da contagem do tempo de serviço dos professores, Catarina afirmou que o problema estende-se a outras carreiras, como a dos enfermeiros ou a dos técnicos de diagnóstico. “Este país precisa de respeitar quem constrói os serviços públicos de que precisamos”, sublinhou a coordenadora do Bloco, acrescentando que isso passa pelo respeito integral pelo seu tempo de serviço e pela avaliação a que esses trabalhadores foram sujeitos.

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