“Este é o orçamento do governo minoritário do PS, com medidas propostas pelo Bloco”

03 de novembro 2017 - 18:59

Na intervenção do Bloco de Esquerda no encerramento do debate do OE 2018, na generalidade, Pedro Filipe Soares criticou duramente PSD e CDS, salientando que continuam presos aos cortes e ao governo anterior.

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Pedro Filipe Soares intervém no encerramento do debate do OE 2018 (na generalidade) - Foto de António Cotrim/Lusa
Pedro Filipe Soares intervém no encerramento do debate do OE 2018 (na generalidade) - Foto de António Cotrim/Lusa

Na sessão de encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2018 (OE 2018) na generalidade, o líder parlamentar do Bloco afirmou que o debate ficou marcado, pela prisão ao passado por parte das bancadas do PSD e do CDS.

Citando o deputado do PSD, Pedro Filipe Soares apontou que os partido da direita dizem que “estão contentes com o aumento das pensões, mas vão votar contra”. Criticou a “falsidade” e a “incoerência” de PSD e CDS, que “vivem atormentados com o governo anterior”, que “queriam ir buscar muito mais ao bolso das pessoas”.

O líder parlamentar bloquista lembrou também os 600 milhões de euros que a direita queria cortar nas pensões e denunciando o facto de PSD e CDS negarem o corte, citou palavras da antiga ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, em que defendia os cortes que PSD e CDS pretendiam fazer nas pensões de reforma.

“Está-se a provar que não era inevitável a política de cortes de PSD e CDS”, realçou o líder parlamentar do Bloco de Esquerda.

Pedro Filipe Soares apontou também que este OE “não é o orçamento do PS”, pois o PS não previa aumentar pensões. “Este é o orçamento minoritário do PS, que incorpora medidas propostas pelo Bloco”, frisou.

Pedro Filipe Soares afirmou também que este não é o orçamento do Bloco de Esquerda, “o qual não se submeteria ao défice” nem teria a “política de cativações”, que tem sido seguida pelo executivo. "Não teríamos a insuficiência de investimento público, não teríamos uma política de cativações e não teríamos escondido o valor de investimento necessário para responder ao flagelo dos incêndios", realçou.

A concluir, o líder parlamentar apontou a “necessidade de retirar a troika de cima do código do trabalho e dos direitos dos trabalhadores". Declarando que, no debate orçamental, o “tempo do governo terminou”, apontou que o “tempo dos grupos parlamentares começa agora”, sublinhando “estamos a trabalhar medida a medida, proposta a proposta” e defendendo o fim das PPP's na saúde e medidas contra a precariedade.