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“Este é o momento da solidariedade com quem está a combater os incêndios”

Catarina Martins afirmou na Quarteira que “este é o momento da solidariedade para com as populações” e para com os bombeiros. A coordenadora bloquista lembrou décadas de “políticas de abandono do território”, “de falta de ordenamento florestal”, “de falta de serviços públicos”.
Catarina Martins, intervindo no comício na Quarteira - Foto de Paula Nunes
Catarina Martins, intervindo no comício na Quarteira - Foto de Paula Nunes

Catarina Martins falou esta noite num comício do Bloco de Esquerda na Quarteira, onde intervieram também José Manuel Pureza, João Vasconcelos e Maria Baião.

A coordenadora bloquista manifestou “solidariedade com quem está a combater os incêndios” e com as suas vítimas.

“Este é o momento da solidariedade com as populações que estão afetadas, para com os feridos e as suas famílias e é o momento da solidariedade para com os bombeiros e para com toda a gente que está a combater os incêndios com uma enorme coragem”, declarou a coordenadora do Bloco de Esquerda, acrescentando ainda que “é o momento da nossa gratidão, do nosso obrigada a quem não se cansa e está na linha da frente a combater os fogos”.

Catarina Martins salientou também que “Portugal conhece bem de mais as consequências dos incêndios” e frisou: “E sabemos que quando olhamos para os incêndios estamos a olhar também para consequências políticas de décadas que não fomos ainda capazes de reparar”.

Décadas de “políticas de abandono do território”, de “falta de ordenamento florestal”, “de falta de serviços públicos”, criticou a coordenadora bloquista.

Não desistimos de aqui viver com dignidade”

Abordando depois a evolução política nos últimos quatro anos, Catarina Martins afirmou: “Orgulhamo-nos de ter sido possível em quatro anos aumentar o salário mínimo nacional em 95 euros”.

E assinalou o aumento de pensões a 3,5 milhões de pensionistas, a descida do IRS “a toda a gente que vive do seu trabalho”, o início de “um caminho de vinculação de trabalhadores precários no nosso país”, o apoio às famílias “com mais abono ou com os manuais escolares gratuitos”, “a descida das propinas nas universidades a partir do próximo ano letivo” e os “passes sociais de transportes mais baratos”.

A coordenadora bloquista destacou também que a política “foi feita defendendo a dignidade das pessoas e nunca sobre o insulto, mesmo quando tivemos divergências” e realçou, sendo muito aplaudida: “Orgulhamo-nos de não haver hoje lugar na política para quem venha dizer que há uma peste grisalha ou que os jovens devem sair da sua zona de conforto e emigrar”.

A coordenadora do Bloco lembrou também que há quatro anos se discutia “se empobrecíamos mais depressa”, como queria a direita, “ou mais devagar”, como propunha o PS.

Assinalando que “não fazemos de conta que está tudo bem”, que “há desigualdades a mais”, que “Portugal continua a ser um país de baixos salários”, a dirigente bloquista recordou que o Estado entregou “mais de 20 milhões de euros” ao sistema financeiro, que “a Comissão Europeia ameaçou o país com sanções por querermos aumentar o Salário Mínimo Nacional” e apontou: “vamos fazer o que falta ser feito”.

“Portugal pode e deve fazer a sua parte na emergência climática” propôs Catarina Martins, defendendo o investimento “onde é preciso”, na saúde, na escola pública, na habitação.

E concluiu: “não desistimos do nosso país, de aqui viver com dignidade, por isso precisamos de mais força”.

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