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“Estamos exaustos”: Técnicos de emergência pré-hospitalar com adesão total à greve

Com serviços mínimos de 80%, a adesão à greve abrangeu todos os restantes profissionais. “Pedimos apenas alguns direitos, nomeadamente o período de amamentação para as mães”.
“Queremos trabalhar. Eles não nos estão a deixar. E o mais grave é que lidamos com vidas humanas".
“Queremos trabalhar. Eles não nos estão a deixar. E o mais grave é que lidamos com vidas humanas". Foto de António Cotrim via Lusa [arquivo].

Os técnicos de emergência pré-hospitalar estão esta sexta-feira em greve e realizam uma concentração em frente às instalações do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para exigir a revisão da carreira e melhores condições de trabalho.

Decretada pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-hospitalar (STEPH), a greve começou as 00:00 e termina às 24:00, estando previstos os serviços mínimos de 80%.

Em declarações à SIC Notícias, a representante dos trabalhadores na concentração explicou que os técnicos exigem uma revisão das condições de trabalho. “As condições a que nos sujeitam são tremendas. Pedimos apenas alguns direitos, nomeadamente o período de amamentação para as mulheres, ou o acesso ao estatuto de trabalhador-estudante”, disse.

Profissional desde 2004, “tenho presenciado uma regressão tremenda” com as chefias a humilharem continuamente os trabalhadores e a ameaçarem “implicações graves se fizermos valer os nossos direitos”.

“Queremos trabalhar. Eles não nos estão a deixar. E o mais grave é que lidamos com vidas humanas. A adesão forte à greve acontece porque estamos exaustos”, concluiu.

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