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“A estabilidade que conta é a da vida das pessoas”

Durante uma visita à feira de Espinho, Catarina Martins afirmou que o Bloco é a força que pode impedir uma maioria absoluta e é a força necessária no Parlamento para “lutar por quem vive do seu salário, por quem vive da sua pensão, pelo direito à Habitação, para lutar por um país em que toda a gente viva com dignidade”.
Catarina Martins visitou esta segunda-feira a Feira de Espinho. Foto de Paula Nunes.
Catarina Martins visitou esta segunda-feira a Feira de Espinho. Foto de Paula Nunes.

Questionada sobre o facto de Augusto Santos Silva ter apelado a que se trave a influência do Bloco e do PCP, que não podem ter “um poder desmesurado”, a coordenadora bloquista lembrou que, “há quatro anos, o PS não ganhou eleições e, ainda assim, conseguimos uma solução que foi estável durante quatro anos porque protegeu salários, pensões, os direitos das pessoas”.

“Há quem, no Partido Socialista, esteja zangado com estes últimos quatro anos e tenha, eventualmente, vontade de recuar em algumas matérias. Mas as pessoas deste país sabem que o Bloco de Esquerda é a força política que impede uma maioria absoluta e é a força que puxa pelas condições concretas de vida em Portugal. No que conta, o Bloco não falha”, destacou Catarina Martins.

“E creio que há tanta gente que reconhece que essa força do Bloco é precisa no Parlamento para continuar um caminho que puxe pelo país, pelas condições de vida das pessoas”, acrescentou.

De acordo com a dirigente do Bloco, “este país precisa de um governo que ponha as condições do trabalho e dos salários no centro”.

“Em Portugal, existem tantas pessoas a trabalhar tantas horas e o seu salário não as retira da condição de pobreza. Temos 700 mil trabalhadores por turnos e em trabalho noturno que não têm uma lei que os proteja. Temos tanta gente com pensões abaixo da linha da pobreza que trabalhou toda uma vida. Precisamos de 18 mil profissionais no Serviço Nacional de Saúde para garantir que, em todo o país, é garantido o acesso aos cuidados de saúde”, sinalizou Catarina Martins, frisando que “o Bloco apresenta o programa de um governo que é preciso para este país” e está “comprometido com esse projeto”.

“O Bloco representa a estabilidade das condições de vida das pessoas. Representámos a estabilidade no descongelamento das pensões e no aumento extraordinário das pensões. Representámos a estabilidade no aumento do salário mínimo nacional. Representámos a estabilidade sempre a lutar por este país”, referiu a coordenadora bloquista.

Catarina Martins garantiu que “o Bloco não está zangado com este últimos quatro anos”: “Orgulhamo-nos do caminho feito. E sabemos que pode ser feito muito mais. Diziam-nos que era impossível descongelar pensões ou aumentar o salário mínimo nacional e nós provámos que era possível. Diziam-nos que era impossível que a tarifa social da energia chegasse às 800 mil famílias mais pobres e nós provámos que era possível. Mas agora é preciso fazer mais”, enfatizou.

Para a dirigente do Bloco, “é preciso combater a precariedade de forma determinada. É preciso que as pensões sejam pensões dignas para quem trabalhou toda uma vida. É preciso puxar pelos salários. É preciso uma coisa tão simples como compreender que a idade da reforma não pode continuar a aumentar ano após ano, com pensões que, ainda por cima, são tão baixas”.

“Um país que respeitar quem trabalhou toda uma vida é um país que respeita também as gerações mais jovens que querem começar a trabalhar. Ter um país mais justo, um país mais igual é possível. E o Bloco de Esquerda está aqui para lutar por esse projeto”, vincou.

Catarina Martins afirmou ainda que “a estabilidade não está numa maioria absoluta. Estabilidade foi haver um acordo à esquerda que disse que não podiam haver cortes nos salários e nas pensões. O que traz estabilidade é fazermos agora o caminho que é preciso para que o Serviço Nacional de Saúde responda em todo o país. Para que a habitação seja a preços acessíveis”.

“A estabilidade que conta é a da vida das pessoas”, defendeu.

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