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Espanha vai manter registo de pessoas que rejeitem vacina contra covid-19

Cerca de 28% dos inquiridos opõe-se a vacinação imediata, uma melhoria face aos 47% no mês anterior. Ministro da Saúde informa que dados só serão partilhados com parceiros europeus.
Uma profissional da saúde prepara uma dose da vacina da Pfizer-BioNTech contra a covid-19 para ser administrada.
Uma profissional da saúde prepara uma dose da vacina da Pfizer-BioNTech contra a covid-19 para ser administrada. Fotografia de Carlos Barroso/Lusa.

Tal como em Portugal, em Espanha a vacinação contra a covid-19 é recomendada, mas não obrigatória. Porém, Salvador Illa, ministro da Saúde espanhol, fez saber que o país irá criar e manter um registo com o nome de todos os cidadãos que recusem a vacina.

De acordo com Illa, a listagem será feita “com o maior respeito pela proteção de dados”, não sendo tornada pública. Mas “será partilhada com outros parceiros europeus”. A lista incluirá os nomes “daquelas pessoas a quem foram oferecidas as vacinas e que simplesmente as rejeitaram”.

O instituto espanhol de demografia conduziu recentemente um inquérito sobre a eventual adesão dos cidadãos à nova vacina. Nele, 28% dos inquiridos indicaram ser contra a vacinação imediata,  40,5% disseram estar dispostos a ser vacinados de imediato e 16,2% estão interessados em fazê-lo se esta for “segura” e “confiável”.

Este inquérito revela ainda assim uma melhoria nos números de pessoas dispostas a aceitar a vacina, uma vez que o anterior, realizado em novembro, indicava que 47% dos inquiridos recusavam ser vacinados.

A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS) elaborou o Plano de Vigilância da Segurança das Vacinas contra a covid-19 através do qual acompanhará todas as vacinas administradas, explica o Publico espanhol. O plano englobará possíveis efeitos secundários relatados e a avaliação de eventuais riscos, raros, sublinham, que poderão não ter sido identificados durante os ensaios clínicos.

O país iniciou o seu programa de vacinação no passado dia 27 de dezembro. Na atribuição de vacinas, a prioridade é dada aos idosos internados em lares e aos seus trabalhadores. Espanha contabiliza oficialmente cerca de 50.000 mortes e mais de 1,8 milhão de infetados desde o início da pandemia.

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