“É nossa obrigação ajudar a evitar uma catástrofe humanitária e oferecer um porto seguro a estas pessoas, cumprindo desta maneira com as obrigações do Direito Internacional”, escreveu em nota divulgada o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez.
Segundo o El Pais, o presidente da Generalitat valenciana, Ximo Puig, declarou que o governo de Madrid lhe comunicara que “situará o porto de Valência como o porto seguro para esta operação humanitária que o governo de Espanha vai empreender com a ONU”.
Ada Colau, presidente da Câmara de Barcelona, e Joan Ribó, presidente da Câmara de Valência, tinham oferecido as suas cidades ao governo de Espanha para receber o Aquarius. “Barcelona oferece-se como porto humanitário”, escreveu Ada Colau na sua página no twitter.
Presidente @sanchezcastejon es el momento de revertir las política anti-personas del PP y que el nuevo gobierno cumpla con sus obligaciones en materia de DDHH. Se trata de salvar vidas humanas. Barcelona se ofrece como puerto humanitario #Aquariushttps://t.co/vvc48dWJDQ
— Ada Colau (@AdaColau) 11 de junho de 2018
Autarcas de Palermo e Nápoles abriram portos das suas cidades
Autarcas acusaram o ministro do Interior e líder do partido de extrema-direita, Matteo Salvini, de ser um “ministro sem coração” e declararam a abertura das suas cidades ao barco proibido de entrar nos portos italianos. Os autarcas de Messina e Régio da Calábria manifestaram a mesma disposição.
O governo italiano, numa declaração conjunta de Matteo Salvini e do ministro dos Transportes, Danilo Toninelli do movimento 5 Estrelas, acusaram Malta pela situação, escrevendo que Malta "não pode imaginar que a Itália vai continuar a enfrentar esse gigantesco fenómeno na solidão".
O líder do partido de extrema-direita Liga Norte escreveu na sua página no facebook:
"Malta não recebe ninguém. França empurra as pessoas de volta para as fronteiras, Espanha defende o seu território com armas. A partir de hoje, Itália também vai começar a dizer 'não' ao tráfico humano, 'não' ao negócio da imigração ilegal".
O presidente da Câmara de Palermo, Leoluca Orlando, denunciou na sua página no twitter a violação do Direito Internacional por Salvini e afirmou que a sua cidade “esteve e estará sempre pronta para receber os navios, civis ou militares que estão, envolvidos no resgate de vidas humanas no Mediterrâneo”.
#Aquarius #Palermo, la città che a partire dal proprio nome è "tutta un porto", è stata e sarà sempre pronta ad accogliere le navi, civili o militari che siano, impegnate nel salvataggio di vite umane nel Mediterraneo.
— Leoluca Orlando (@LeolucaOrlando1) 10 de junho de 2018
Por sua vez, Luigi de Magistris, presidente da Câmara de Nápoles, escreveu na sua página, também no twitter:
"Se um ministro sem coração deixa morrer no mar mulheres grávidas, crianças, idosos, seres humanos, o porto de Nápoles está pronto para os acolher".
Se un Ministro senza cuore lascia morire in mare donne incinte,bambini,anziani,esseri umani,il porto di Napoli è pronto ad accoglierli.Noi siamo umani,con un cuore grande.Napoli è pronta,senza soldi,per salvare vite umane
— Luigi de Magistris (@demagistris) 10 de junho de 2018
Outro navio com 790 migrantes espera autorização para aportar em Itália
Entretanto, foi noticiado que outro barco com 790 migrantes a abordo aguarda autorização para aportar a Itália, desde este domingo.
Segundo a agência Lusa, esta notícia foi divulgada por fontes da guarda costeira italiana, que referiu que os migrantes foram recolhidos no Mediterrâneo por navios militares e mercantes neste domingo e transferidos para o navio patrulha Diciotti. O comandante do barco continua a aguardar a atribuição de um porto.