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Espanha autoriza barco com 629 migrantes a aportar em Valência

Pedro Sánchez deu autorização à entrada do Aquarius, por razões humanitárias. Alguns autarcas italianos já tinham desafiado Salvini, declarando a abertura dos portos das suas cidades. Entretanto, há outro navio com 790, à espera de aportar em Itália.
Imigrantes no Aquarius - Foto SOS Mediterranée
Imigrantes no Aquarius - Foto SOS Mediterranée

“É nossa obrigação ajudar a evitar uma catástrofe humanitária e oferecer um porto seguro a estas pessoas, cumprindo desta maneira com as obrigações do Direito Internacional”, escreveu em nota divulgada o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez.

Segundo o El Pais, o presidente da Generalitat valenciana, Ximo Puig, declarou que o governo de Madrid lhe comunicara que “situará o porto de Valência como o porto seguro para esta operação humanitária que o governo de Espanha vai empreender com a ONU”.

Ada Colau, presidente da Câmara de Barcelona, e Joan Ribó, presidente da Câmara de Valência, tinham oferecido as suas cidades ao governo de Espanha para receber o Aquarius. “Barcelona oferece-se como porto humanitário”, escreveu Ada Colau na sua página no twitter.

Autarcas de Palermo e Nápoles abriram portos das suas cidades

Autarcas acusaram o ministro do Interior e líder do partido de extrema-direita, Matteo Salvini, de ser um “ministro sem coração” e declararam a abertura das suas cidades ao barco proibido de entrar nos portos italianos. Os autarcas de Messina e Régio da Calábria manifestaram a mesma disposição.

O governo italiano, numa declaração conjunta de Matteo Salvini e do ministro dos Transportes, Danilo Toninelli do movimento 5 Estrelas, acusaram Malta pela situação, escrevendo que Malta "não pode imaginar que a Itália vai continuar a enfrentar esse gigantesco fenómeno na solidão".

O líder do partido de extrema-direita Liga Norte escreveu na sua página no facebook:

"Malta não recebe ninguém. França empurra as pessoas de volta para as fronteiras, Espanha defende o seu território com armas. A partir de hoje, Itália também vai começar a dizer 'não' ao tráfico humano, 'não' ao negócio da imigração ilegal".

O presidente da Câmara de Palermo, Leoluca Orlando, denunciou na sua página no twitter a violação do Direito Internacional por Salvini e afirmou que a sua cidade “esteve e estará sempre pronta para receber os navios, civis ou militares que estão, envolvidos no resgate de vidas humanas no Mediterrâneo”.

Por sua vez, Luigi de Magistris, presidente da Câmara de Nápoles, escreveu na sua página, também no twitter:

"Se um ministro sem coração deixa morrer no mar mulheres grávidas, crianças, idosos, seres humanos, o porto de Nápoles está pronto para os acolher".

Outro navio com 790 migrantes espera autorização para aportar em Itália

Entretanto, foi noticiado que outro barco com 790 migrantes a abordo aguarda autorização para aportar a Itália, desde este domingo.

Segundo a agência Lusa, esta notícia foi divulgada por fontes da guarda costeira italiana, que referiu que os migrantes foram recolhidos no Mediterrâneo por navios militares e mercantes neste domingo e transferidos para o navio patrulha Diciotti. O comandante do barco continua a aguardar a atribuição de um porto.

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