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Escócia: governo aprova projeto para segundo referendo à independência

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon anunciou esta quarta-feira a publicação da legislação que conduzirá a um segundo referendo à independência da Escócia. Contudo, no projeto aprovado não é definida uma data para a sua realização.
Foto de mebrett/flickr

Independência ou Brexit. A escolha da Escócia é esta segundo Nicola Sturgeon. Para a primeira-ministra escocesa um segundo referendo antes de 2021 seria “a oportunidade de escolher ser uma nação independente europeia – ao invés de ter um futuro Brexit que nos é imposto”.

A proposta do governo, promulgada esta quarta-feira, terá ainda de passar pelo parlamento mas é esperado que seja aprovada com facilidade dada a maioria pró-independência existente neste órgão.

Uma maioria que não será tão fácil de obter no voto popular direto. Apesar das mais recentes sondagens darem uma maioria independentista a disputa deverá ser renhida. Por isso, dos planos do governo e do partido que o sustenta, o Scottish National Party, constam iniciativas para aumentar o apoio a esta solução. O secretário das relações constitucionais do governo, Michael Russel, vai apresentar os detalhes de uma discussão nacional sobre “os próximos passos para o futuro da Escócia” que inclui uma assembleia cidadã para discutir o Brexit e a independência. E, para responder aos argumentos anti-independência de que se criaria o caos económico com a saída do Reino Unid, Sturgeon tinha já anunciado numa conferência do seu partido a realização de uma campanha no verão sobre a “economia da independência” que inclui um guia que deverá chegar a cada de todos os escoceses.

A legislação aprovada pelo governo não especifica, porém, detalhes importantes do referendo como a data ou a questão que seria votada. Sobre a data, a primeira-ministra apenas tem declarado que um referendo deve acontecer antes das próximas eleições legislativas escocesas em 2021.

Esta iniciativa vem no seguimento das hesitações britânicas sobre o Brexit e dos resultados das eleições para o parlamento europeu. O SNP obteve a sua maior votação neste tipo de eleições com 38% com uma campanha que era de adesão clara à manutenção do país na União Europeia.

Sturgeon insistiu que “ao longo do processo do Brexit, a Escócia foi tratada com desprezo por Westminster e os nossos esforços para encontrar compromissos e proteger os interesses do povo da Escócia que votou esmagadoramente permanecer na União Europeia foram ignorados.” E preveniu “seria um ultraje se o governo do Reino Unido procurasse bloquear este referendo.”

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