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Entroncamento: Catarina Martins defende acesso ao passe da AML

Numa visita à EMEF com Álvaro Góis, candidato bloquista à Câmara do Entroncamento, Catarina Martins defendeu que a população do Médio Tejo deve ter acesso ao passe da Área Metropolitana de Lisboa, cujo preço oscila entre os 30 e os 60 euros. Neste concelho, “as pessoas pagam mais de 150 euros de passe” referiu a coordenadora do Bloco.
Catarina Martins defende acesso ao passe da AML. Fotografia: Andreia Quartau

Começou esta terça-feira a campanha para as eleições autárquicas, que se prolonga até dia 24 de setembro. Na primeira iniciativa pública de campanha, Catarina Martins esteve no Entroncamento, no distrito de Santarém, local onde o Bloco tem um vereador eleito, Henrique Leal, no mandato que agora termina, e apresenta Álvaro Góis como candidato à presidência da Câmara.

No âmbito desta visita, Catarina Martins defendeu que população do Médio Tejo tenha acesso ao passe de transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa, “uma medida que é tão importante para quem aqui vive”. 

“Se queremos aumentar a oferta de transporte coletivo e de ferrovia - que é fundamental para a resposta climática e para a mobilidade de toda a população e para a coesão territorial - precisamos também que andar de transportes coletivos não fique mais caro do que andar de carro”, afirmou a coordenadora do Bloco de Esquerda, lembrando que “as pessoas no Entroncamento pagam mais de 150 euros de passe. Precisamos que quem aqui vive pague tanto pelo passe como na Área Metropolitana de Lisboa aqui ao lado”. O valor do passe da área da área metropolitana de Lisboa varia entre os 30 e os 60 euros. 

“Quando o Bloco de Esquerda fez o acordo na Câmara Municipal de Lisboa, bateu-se pelos passes socais, sabemos o papel que as autarquias podem ter neste trabalho e aqui estamos para lutar para que aqui, também no Entroncamento, os preços possam baixar”, concluiu Catarina Martins.

As prioridades do Bloco nas autárquicas

A comitiva do Bloco de Esquerda visitou a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), local que “tinha os dias contado porque a direita tinha decidido que ia deixar de existir”, recordou Catarina Martins. 

“Nós estivemos aqui em dias muito tristes, com as oficinas quase vazias e quase sem trabalho. Hoje vimos aqui e vemos que há mais trabalho, que a dependência externa do nosso país desapareceu com o trabalho que é aqui feito, e vemos aqui mais gente jovem a trabalhar, gente altamente qualificada ao pé de operários especializados com décadas de trabalho aqui e que são hoje o futuro do país”, afirmou Catarina Martins.

Nestas autárquicas, o Bloco de Esquerda destaca três prioridades: responder à crise da habitação, responder à desigualdade social e responder à crise climática sendo os transportes um elemento fundamental desta proposta. 

“Para o Bloco de Esquerda não há dúvida nenhuma: as questões climáticas são também as questões da economia e do emprego” referiu a coordenadora do Bloco de Esquerda acrescentando que “aqui, na EMEF, estamos a ver empregos para clima. Estamos a ver no Entroncamento uma possibilidade de desenvolvimento desta região”.

Álvaro Góis: "Extensão do passe social até ao Entroncamento é uma medida justa"

Álvaro Góis, cabeça de Lista do Bloco à Câmara Municipal do Entroncamento, considera que "a visita às oficinas revelou o que o Bloco tem defendido há já muito tempo, e que está de novo na primeira linha do nosso programa autárquico: promover o concelho como um centro industrial, de serviços e de tecnologias da ferrovia."

"É revigorante constatar que uma ideia que chegou a ser descartada, dado o estado de quase desmantelamento a que se ia assistindo, pôde crescer e tornar-se um caso de sucesso, com ganhos enormes para a economia do país e para a revitalização da ferrovia", acrescentou.

O candidato do Bloco destaca também "a defesa da extensão do passe social até ao Entroncamento, uma medida justa que iria beneficiar uma grande fatia da população da região que faz o trajeto diário para Lisboa."

"O Entroncamento deve continuar a bater-se por esta medida, bem como pela construção de uma estação moderna, funcional e segura, outra reivindicação de longa data a que o Bloco sempre se associou", concluiu o candidato do Bloco, em declarações ao esquerda.net.

Henrique Leal, que foi vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal do Entroncamento no mandato que agora termina, é o mandatário das listas do Bloco de Esquerda neste concelho.

A lista à Câmara Municipal é encabeçada por Álvaro Góis,  responsável de comunicação e marketing digital e também tradutor. Com 48 anos, é licenciado em Psicologia Clínica, foi presidente da Associação de Estudantes do Liceu Passos Manuel, em Lisboa, nos anos 1980. Foi jornalista, publicitário e, em 2004 criou a editora OVNI, no Entroncamento, que daria origem à associação Efeito Avestruz. Foi membro da Assembleia Municipal e do Conselho Municipal de Segurança do Entroncamento. É atleta do Clube de Lazer Aventura e Competição (CLAC).

Maria do Céu Carvalho, professora de Educação Especial no Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento, é a cabeça de lista à Assembleia Municipal. Tem 56 anos e é coordenadora da equipa Multidisciplinar de apoio à educação inclusiva. 

O Bloco candidata-se também à Assembleia de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima com Rita Marçal, estudante de direito com 20 anos, e à Assembleia de Freguesia de S. João Batista, com Manuel Borrego, ferroviário, com 55 anos, membro da Comissão de Trabalhadores da CP. 

Termos relacionados Autárquicas 2021, Política
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