Numa nota à imprensa divulgada esta terça-feira, a União dos Sindicatos de Setúbal (USS) denuncia que “continua a aumentar o número de casos de contágio por Covid-19 de trabalhadores do entreposto do LIDL, na Marateca”. A estrutura sindical diz ainda que “não estão a ser cumpridas as normas emitidas pela DGS, nomeadamente o plano de contingência”.
A USS indica que foi alertada pelos trabalhadores que sentem que “a postura da empresa lesa as normas de segurança, higiene e saúde no trabalho, no que diz respeito a matérias de prevenção de contágio da Covid-19 e atropela declaradamente” os seus direitos.
Perante a situação, os sindicatos da região afetos à CGTP expressam “preocupações” pelo facto dos trabalhadores se “amontoarem” nos corredores do armazém, “não existindo desta forma respeito pelo distanciamento físico” e por na hora da refeição os trabalhadores serem “obrigados a tomarem as suas refeições aglomerados no mesmo espaço”, o que consideram também uma violação do distanciamento físico.
Acusa-se o Lidl de recorrer “abusivamente” à precariedade, contratando trabalhadores temporários para postos de trabalho permanentes. A estes trabalhadores não é dada “qualquer formação na área alimentar, nomeadamente no manuseamento de produtos em armazém” e não são fornecidos “os devidos equipamentos de proteção individual”.
Por isso, já chegou à Autoridade para as Condições de Trabalho de Setúbal e ao delegado de saúde da região um pedido de intervenção “com o objetivo de travar de imediato estes atropelos aos direitos dos trabalhadores e garantir a sua saúde e segurança”.