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Entidades financeiras com atividade não autorizada no país triplicaram em 2020

Desde janeiro, o Banco de Portugal emitiu 28 alertas sobre atividade financeira no país por parte de entidades não habilitadas.
Foto de Jesús Pérez Pacheco via Flickr.

Entre janeiro e o início de outubro deste ano, o Banco de Portugal emitiu 28 alertas relativas a atividade financeira no país por parte de entidades não habilitadas. Em todo o ano de 2019, o BdP fez apenas oito avisos.

Os indícios de crime comunicados pelo Banco de Portugal è Procuradoria-Geral da República duplicaram no primeiro semestre deste ano face a 2017, ano em que os indícios resultaram em 31 suspeitas de crime.

Segundo o Jornal de Notícias, estes indícios poderão resultar de burlas, usura, fraude fiscal, ameaça ou extorsão, que aproveitam o terreno propício gerado pela crise económica.

Segundo o jornal, 80% dos pedidos de crédito realizados durante a pandemia foram recusados pela banca, o que poderá explicar o recurso a entidades não certificadas por parte de empresas e cidadãos em nome pessoal.

Os anúncios para crédito fácil encontram-se facilmente nas redes sociais, mas também nas caixas de correio ou na publicidade de jornais. Estes anúncios são o primeiro sinal de alerta para a existência de intermediários não autorizados que, “muitas vezes de forma ardilosa e aproveitando-se da situação de especial necessidades das pessoas”, cometem crimes, assegura o Banco de Portugal.

"Estas entidades têm como único objetivo receber o pagamento do crédito concedido, acrescido de taxas de juro anuais que chegam a ultrapassar 300%, ou a aquisição definitiva da propriedade dos bens móveis e imóveis, por um valor bastante inferior ao seu valor de mercado", alerta o supervisor.

No mercado português operam 4880 intermediários de crédito autorizados, incluindo particulares e empresas, metade dos quais (50,3%) atuam no setor de comércio, manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos. 21% atuam no setor imobiliário e as restantes estão dedicadas aos setores da saúde, educação, aluguer e consultoria.

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