Está aqui

Enfermeiros prosseguem greve esta sexta-feira

A greve iniciada esta quinta-feira contou com elevada adesão. Para o presidente do SEP os números traduzem o “profundo descontentamento” no setor.
Foto Paulete Matos

A paralisação dos enfermeiros teve uma adesão à volta dos 75% nos turnos da manhã dos hospitais do SNS, um número semelhante ao de greves anteriores, informou o presidente do Sindicato do Enfermeiros Portugueses

A luta dos enfermeiros é pelas 35 horas para todos, uma vez que os profissionais com contrato individual de trabalho não estão abrangidos por esse horário. A reposição do valor integral do pagamento das horas de qualidade, a contratação de mais quatro mil profissionais em 2017 e o descongelamento das carreiras são outras das exigências desta luta.

O nível de adesão reflete "o profundo descontentamento dos enfermeiros com as suas condições de trabalho”, acrescentou José Carlos Martins aos jornalistas no primeiro balanço da adesão, feito ao fim da manhã.

Face à falta de avanços nas negociações com o governo, os enfermeiros vão solicitar novos encontros para encontrar soluções no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2017 na especialidade, afirmou o sindicalista.

A falta de condições de trabalho e a precariedade neste setor tem alimentado a emigração em massa destes profissionais. Em declarações ao Público, a dirigente do SEP Guadalupe Simões calcula que 13 mil enfermeiras e enfermeiros tenham emigrado nos últimos cinco anos, uma tendência que “continua a aumentar”.

Esta é a terceira greve nacional de enfermeiros realizada em 2016 e termina na noite de sexta-feira nos centros de saúde, enquanto nos hospitais a paralisação vai até ao fim do turno da manhã.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Sociedade
(...)