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Enfermeiros: nova greve marcada para abril

Enfermeiros voltam à greve durante todo o mês de abril. Motivo principal, tal como nas paralisações anteriores em dezembro e fevereiro, é a revisão das carreiras.
Corredor de hospital. Foto de Paulete Matos.
Foto de Paulete Matos.

Após duas greves nos últimos quatro meses, os enfermeiros voltarão a fazer greve durante todo o mês de abril. Segundo o pré-aviso do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), a greve arrancará às oito da manhã de 2 de abril e terminará à meia noite do dia 30.

Ao contrário das paralisações anteriores nos meses de dezembro e fevereiro, que se focaram nos blocos operatórios, desta vez a greve será total, "abrangendo todos os turnos que comportam as 24 horas dos dias anunciados de forma ininterrupta", afirma o pré-aviso. Naturalmente serão garantidos serviços mínimos nos serviços de urgência, de cuidados intensivos, de hemodiálise, de oncologia, assim como nos blocos operatórios.

Os serviços mínimos foram um ponto de conflito na greve de fevereiro, quando o governo decretou uma requisição civil em quatro dos dez centros hospitalares por considerar que estes não foram cumpridos. Pela mesma altura, a Procuradoria-Geral considerou retrospetivamente a greve de dezembro ilegal, argumentando que não correspondeu ao que constava do pré-aviso, e que o fundo de greve que a sustentou não foi constituído pelos sindicatos que a convocaram.

Os motivos da greve mantêm-se em relação às mobilizações anteriores: revisão e descongelamento das carreiras, aplicável "todos os enfermeiros que exerçam" nas instituições públicas, "independentemente da tipologia do contrato", refere o Sindepor. O sindicato exige uma "justa e correta contagem dos pontos para efeito de descongelamento das progressões, a todos os enfermeiros, independentemente do vínculo", assim como a "correta aplicação da legislação e pagamento do suplemento remuneratório a todos os enfermeiros especialistas em funções e a admissão de mais profissionais."

Entretanto, já amanhã, 14 de março, haverá também greve durante a manhã no Centro Hospitalar de Tâmega e Sousa. Marcada há uma semana pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), esta paralisação deve-se ao que o sindicato considera a decisão "inadmissível" da administração daquela unidade de retirar abusivamente pontos na contagem de carreira dos seus enfermeiros.

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