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Enfermeiros em greve no Centro Hospitalar Médio Tejo

A paralisação desta terça-feira aos turnos da manhã e da tarde é um protesto contra o agravamento das condições de trabalho e a ausência de soluções por parte da administração.
Centro Hospitalar do Médio Tejo - Unidade de Tomar. Foto SEP.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses afirma que entre os objetivos da greve de terça-feira, 23 de agosto, "não existe nenhum com implicações financeiras", pelo que "a concretização deste dia de luta é da responsabilidade da administração".

As enfermeiras e os enfermeiros do Centro Hospitalar Médio Tejo protestam porque a administração quer atribuir apenas 1 ponto em vez de 1,5 pontos por ano na avaliação entre os anos 2004 e 2014. O SEP diz que essa posição é "inaceitável" e foi tomada "ao arrepio da legislação", com os enfermeiros a saírem "muito prejudicados pela opção de não avaliação entre 2004 e 2014, sendo da total responsabilidade da instituição". Por outro lado, reclamam ainda que "na transição para as categorias de Enfermeiro Especialista e/ou Gestor não sejam 'gastos' 10 pontos."

Outra reivindicação passa pelo cumprimento do regulamento de horários por parte da administração, dado que "aos enfermeiros continua a ser exigido que disponham de mais do seu tempo para garantirem as respostas em cuidados de saúde, ou seja, 'fazer mais com os mesmos' é a moderna forma de exploração", sublinha o SEP.

Por outro lado, a greve exige ainda a igualdade entre enfermeiros no que diz respeito aos dias de férias a que têm direito, com a atribuição de mais um dia de férias aos enfermeiros com contrato individual de trabalho por cada dez anos de serviço, como acontece hoje aos que têm contrato de trabalho em funções públicas. A vinculação definitiva de todos os enfermeiros com contrato a termo incerto é outra reivindicação.

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