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Enfermeiros de Lisboa e Vale do Tejo em greve até à meia-noite

Profissionais pedem descongelamento das progressões na carreira e o justo reconhecimento dos enfermeiros especialistas. O deputado Moisés Ferreira deixou uma certeza: podem contar com o Bloco para as alterações legislativas que forem necessárias para corrigir esta injustiça.
Concentração de enfermeiros em frente à sede da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Foto esquerda.net.

Os enfermeiros da região de Lisboa e Vale do Tejo estão em greve esta quinta-feira. A paralisação, que abrange os cerca de três mil enfermeiros da capital, Setúbal, Santarém e ainda da parte sul da região de Leiria, teve início às oito da manhã e só vai terminar à meia-noite.

O protesto, que contou com uma adesão de 100% em, pelo menos quatro centros de saúde - Nazaré, Tornada, Mafra e Castanheira do Ribatejo – visa a exigência do descongelamento das progressões da carreira e do justo reconhecimento dos enfermeiros especialistas.

Durante a manhã, dezenas de enfermeiros concentraram-se em frente à sede da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, lembrando que profissionais 10, 15, 20 ou até mesmo 25 anos de serviço estão a receber o mesmo que os colegas que terminam o seu primeiro mês de trabalho. Esta situação abrange metade do total de enfermeiros da região de Lisboa e Vale do Tejo, o equivalente a perto de 1500 profissionais.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses vai ainda entregar um caderno reivindicativo com o elenco de todos os problemas vividos no setor, incluindo a falta de meios humanos e materiais em vários estabelecimentos de saúde.

“É injusto, mas não tem de ser assim”

O deputado Moisés Ferreira este presente na concentração em frente à sede da ARS Lisboa e Vale do Tejo, em solidariedade para com os profissionais que exigem que o seu tempo de serviço (e respetivos pontos) contem para a progressão na carreira e que se façam transições justas para a categoria de enfermeiro especialista.

De acordo com o dirigente do Bloco, “o decreto publicado unilateralmente pelo Governo deixou muitos profissionais com 10, 15 ou 20 anos de serviço na base da carreira e fez com que muitos especialistas não transitassem para a carreira correspondente”.

“É injusto, mas não tem de ser assim”, frisa o deputado, garantindo que os enfermeiros podem contar com o Bloco “para as alterações legislativas que forem necessárias”.

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