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Em 2020, quatro milhões de jovens podem sofrer mutilação genital feminina

No dia internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital feminina, a ONU e a Organização Mundial de Saúde juntaram-se para apresentar números terríveis: em 2020 quatro milhões de jovens podem sofrer mutilação genital, até 2030 poderão ser 68 milhões.
Parteira participa numa ação de sensibilização sobre mutilação genital feminina.
Parteira participa numa ação de sensibilização sobre mutilação genital feminina. Fonte: DFID UK/Flickr.

Existem no mundo atualmente 200 milhões de mulheres e crianças que foram vítimas de mutilação genital feminina. O dado foi lançado por organizações das Nações Unidas como a UNICEF, a UN Women e o Fundo de População das Nações Unidas assim como a Organização Mundial de Saúde.

O dia internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina foi a data escolhida para fazer um comunicado conjunto em que, para além do número de pessoas atualmente vítimas deste procedimento, também se apresentaram estimativas alarmantes para curto e médio prazo. Em 2020, podem ser quatro de milhões de meninas submetidas à mutilação genital. Até 2030, poderão ser 68 milhões.

As entidades sublinham que “o apoio à mutilação genital feminina tem vindo a diminuir”. Hoje em dias “as raparigas mais jovens têm menor risco de sofrerem mutilação genital do que, por exemplo, as suas mães ou avós”. Contudo, o problema mantém-se e pode até agravar-se, uma vez que a população jovem cresce em vários dos países em que a prática subsiste.

Uma das estratégias sugeridas por estas entidades é a participação juvenil. Querem assim que jovens participem na elaboração e implementação de planos de ação nacionais e que as suas organizações sejam incluídas em campanhas comunitárias que façam passar a mensagem.

ONU e OMS querem também que governos, sociedade civil, entidades religiosas e empresas se comprometam claramente na luta contra a violência de género. Exige-se ainda mais investimento. E lembra-se o compromisso de “acabar com a mutilação genital feminina até 2030”.

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