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Eleições da Saxónia-Anhalt: Democratas-cristãos vencem, esquerda afunda-se

Em noite eleitoral de festa para a CDU, a extrema-direita da AfD perdeu votos, tal como o Die Linke e o SPD. Os Verdes pouco cresceram e os liberais do FDP voltaram a obter representação parlamentar. Texto de Jorge Martins.
Campanha no estado alemão da Saxónia-Anhalt
Foto CDU Sachsen-Anhalt/Facebook

As eleições regionais deste domingo no estado alemão da Saxónia-Anhalt, no leste do país, traduziram-se numa vitória clara da CDU, a formação democrata-cristã da chanceler Angela Merkel, que aumentou bastante a sua votação. O grande derrotado foi o partido A Esquerda (Die Linke), que sofreu numerosas perdas. Também a AfD, da extrema-direita, e os social-democratas do SPD, perderam pontos e viram a sua representação reduzir-se. Por seu turno, os Verdes (Grüne) pouco cresceram e os liberais do FDP voltaram a obter representação parlamentar.

Um sistema eleitoral semelhante ao federal

O Parlamento estadual é composto por um mínimo de 83 elementos, eleitos para um mandato de cinco anos. Tal como sucede nas eleições federais, é utilizado o sistema da representação proporcional personalizada.

Assim, o eleitor tem dois votos. O primeiro serve para escolher a pessoa que representará o seu círculo uninominal e o segundo o partido da sua preferência a nível estadual.

Existem 41 círculos uninominais (ou seja, metade menos um), onde os mandatos são atribuídos no sistema maioritário a uma volta.

Os restantes 42 são mandatos compensatórios, atribuídos de acordo com o sistema de representação proporcional, através do método de Hare-Niemayer. Aqui, atribuem-se os 83 lugares de acordo com a votação total das diferentes forças políticas que ultrapassem a cláusula-barreira estadual, correspondente a 5% dos votos válidos, sendo descontados, a cada uma, os lugares que elas obtiveram através do primeiro voto.

Contudo, se uma lista tiver obtido mais mandatos diretos (nome que se dá aos conquistados nos círculos maioritários) que os que lhe cabem na distribuição final, terá direito a guardá-los (mandatos excedentários). Nesse caso, serão atribuídos mandatos de compensação aos restantes partidos que obtiveram representação parlamentar, de forma a salvaguardar a proporcionalidade.

Logo, tal como acontece no Bundestag, também aqui o número de lugares do Parlamento é variável de eleição para eleição.

O contexto político

Nas eleições regionais de 2016, a anterior “grande coligação” entre a CDU e o SPD perdeu a maioria absoluta, devido ao forte crescimento do partido da extrema-direita AfD. Por isso, foi obrigada a alargar a coligação governamental aos Verdes.

O ministro-presidente do estado, Reiner Haselhof, da CDU, é uma figura popular e cerca de 54% dos inquiridos numa sondagem à boca das urnas mostravam-se satisfeitos com a sua governação.

A sua popularidade advém do bom desempenho económico do estado nos últimos anos. A Saxónia-Anhalt dispõe de uma forte estrutura industrial, baseada nas indústrias química e metalomecânica, bem como na mineração da lenhite. Contudo, no anterior regime, as suas tecnologias eram obsoletas, pouco eficientes e geravam fortes problemas ambientais.

O encerramento de numerosas unidades industriais e minas, após a reunificação e consequente transição para o capitalismo, gerou um forte impacto social, com a subida constante da taxa de desemprego, que, no início do século, passou a barreira dos 20%, aí se mantendo até 2005.

Contudo, a renovação da indústria química, o aparecimento de novos ramos industriais e a aposta na investigação científica e tecnológica atraíram uma porção significativa de investimento nacional e estrangeiro, com a consequente redução progressiva da taxa de desemprego, que, em 2019, andava pelos 7%, acima da média nacional, mas, ainda assim, bem melhor do que nos anos anteriores.

Análise aos resultados eleitorais

A União Democrata-Cristã (CDU) foi a grande vencedora deste ato eleitoral, ao obter 37,1% dos votos e 40 lugares no Parlamento de Magdeburgo, um forte subida face a 2016, quando se quedara pelos 29,8% e 30 mandatos.

Os democratas-cristãos conquistaram 40 dos 41 círculos uninominais. Como apenas teriam direito a 34, ganharam seis mandatos excedentários, o que implicou a atribuição de mandatos adicionais de compensação aos outros partidos parlamentares.

A CDU beneficiou da popularidade do ministro-presidente, Reiner Haselhoff, uma figura mais à direita que a direção nacional do partido, embora não seja partidário de uma aproximação à AfD.

De acordo com a sondagem do instituto Infratest dimap, publicada pela televisão pública ARD, 88% dos seus eleitores estavam satisfeitos com a governação do estado. Para 39% destes, a economia e o emprego eram os temas mais importantes e apenas 20% avaliavam a situação como negativa. Ou seja, foi o principal partido da maioria a capitalizar a melhoria da situação económica e social do estado.

O seu eleitorado é maioritariamente feminino (33% nos homens e 41% nas mulheres), idoso (a sua votação aumenta sempre à medida que se vai subindo na idade, indo dos 18% entre os menores de 25 anos aos 49% entre os maiores de 70), com escolaridade mais baixa (onde obtém 41%, contra 33% dos que possuem menor instrução). A nível da situação perante o trabalho, é entre os pensionistas que consegue os melhores resultados (47% do voto destes), o que é coerente com a distribuição etária do seu voto. Do ponto de vista territorial, a sua implantação é relativamente equilibrada, mas é nas pequenas e médias cidades que ela é um pouco maior, sendo menos forte nos dois maiores centros urbanos do estado (Magdeburgo e Halle).

A CDU conquistou uma boa percentagem de antigos abstencionistas e alguns novos eleitores, mas foi, igualmente, buscar votos em número significativo aos social-democratas, à esquerda e à AfD.

A Alternativa para a Alemanha (AfD), da extrema-direita, liderada por Oliver Kirchner, manteve o segundo lugar, obtendo 20,8% dos sufrágios e 22 eleitos, mas desceu face a 2016, quando atingira 24,2% e elegera 25 deputados.

O partido apenas conservou um dos 14 círculos uninominais que vencera então, curiosamente o mais meridional de todos.

Os seus votantes são os mais insatisfeitos com o governo estadual, já que apenas 21% destes considera a sua atuação positiva. É, igualmente, entre os eleitores da AfD que se encontra a maior percentagem de descontentes com a sua situação económica (38%). É, ainda, o único eleitorado cuja maioria se considera perdedora ao nível do desenvolvimento social (44%, contra 36% que acha o contrário). Se o sentimento de que os alemães de leste continuam a sentir-se cidadãos de segunda classe é maioritário em todos os eleitorados (74% no conjunto), é no da AfD que ele atinge o maior grau, com 85% a pensar dessa forma.

Para a maioria dos seus eleitores (27% do total), a política de imigração e asilo e o acolhimento de refugiados, a que o partido se opõe, são a sua grande preocupação, seguidos da economia e o emprego (23%). De realçar, no entanto, que 16% refere a pandemia e as medidas para lhe fazer face (das quais, em geral, são fortemente críticos) como aquilo que mais os preocupa, o maior valor entre os eleitorados dos principais partidos.

Com a pandemia, o primeiro tema perdeu a centralidade que ganhou nas últimas eleições estaduais, o que terá contribuído para a queda eleitoral da extrema-direita.

Estamos em presença de um eleitorado maioritariamente masculino (26% entre os homens e apenas 16% entre as mulheres), constituído, essencialmente, por adultos (foi o mais votado na faixa etária entre os 25 e os 44 anos, aí obtendo 28% dos votos, e ainda ficou acima da média nos eleitores entre os 45 e os 54, tendo menos apoio entre os mais jovens e os mais idosos) e de baixa escolaridade (26% dos votos neste segmento, contra apenas 13% nos mais instruídos). Relativamente à situação perante o trabalho, o maior apoio vem dos desempregados, atingindo 38% entre estes, embora também conte com considerável implantação entre o operariado (35%). Do ponto de vista territorial, o seu maior apoio vem das áreas rurais e, em menor grau, das pequenas e médias cidades, em especial nas áreas mineiras deprimidas do sul do estado; ao invés, cai bastante nos dois maiores centros urbanos.

A AfD perdeu muitos eleitores para a CDU e alguns para o FDP, que não foram compensados pelos provenientes da Die Linke e da abstenção.

A Esquerda (Die Linke), liderada por Eva von Angern, foi a grande derrotada deste ato eleitoral, apesar de se manter como terceira força política do estado, ao quedar-se pelos 11,0% dos votos e 12 mandatos, contra os 16,3% e 16 lugares de há cinco anos.

Em face destes resultados, perdeu para a CDU o único círculo maioritário que ganhara em 2016.

A apreciação dos seus eleitores ao governo é a segunda mais negativa, registando, entre eles, 44% de opiniões favoráveis. Contudo, apenas 12% se considera descontente com a situação económica e, no que respeita ao desenvolvimento social, há uma pequena maioria que se considera vencedora (44%, contra 36% que se considera perdedora). Um ponto comum com o eleitorado da AfD é a elevada percentagem dos que consideram que os alemães orientais ainda são vistos como cidadãos de segunda (83%). Aliás, o Die Linke é visto pelos eleitores do estado como a força política que melhor defende os interesses do leste alemão (24%, contra 20% da CDU e 15% da AfD).

Para a maioria dos seus votantes, a justiça social é a questão mais importante (48%), seguida, a longa distância, pela educação e formação (23%).

Curiosamente, foi o tema que mais consenso suscitou entre o eleitorado (31% manifestou essa opinião, contra 25% que referiram a economia e o emprego). Porém, isso não se refletiu nos resultados, quiçá devido ao bom desempenho económico do estado durante a legislatura.

O seu eleitorado é misto (11% de homens e mulheres), maioritariamente idoso (14% entre as pessoas com mais de 60 anos, embora a sua votação esteja na média entre os mais jovens) e com um maior apoio nos mais escolarizados (14%, contra 11% nos menos instruídos). Na sua situação perante o trabalho, são os pensionistas e os desempregados os segmentos onde consegue maior apoio (15% em ambos), seguido dos operários (11%, ou seja, na média estadual), registando, como seria de esperar, a menor adesão entre os empresários e os trabalhadores por conta própria (7%). Ao nível territorial, a sua implantação é mais forte nas duas maiores cidades (14% no conjunto) e um pouco menor nas áreas rurais.

A Die Linke deixou fugir votos em praticamente todas as direções, mas foram a CDU e a abstenção os principais destinatários, seguidos pelos Verdes. Mas também FDP, AfD, SPD e pequenas forças políticas receberam alguns eleitores provenientes do principal partido da esquerda.

O Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), liderado por Katja Pähle, foi outro dos derrotados, não indo além de 8,4% dos sufrágios e nove parlamentares, contra 10,6% e 11 lugares há cinco anos.

Os seus eleitores são os segundos mais satisfeitos com o desempenho do executivo estadual, com 78% de opiniões positivas, o que não espanta, dado o facto de o partido ser um dos parceiros da coligação governamental do estado. E, coerentemente, apenas 9% destes considera má a sua situação económica.

Para 50% dos seus eleitores, a justiça social era a questão mais importante a considerar na votação, mas o certo é que, apesar de essa ser a opinião da maioria do eleitorado, os social-democratas não capitalizaram essa circunstância, tal como referimos relativamente à esquerda.

O SPD, que integra, igualmente, a “grande coligação” com a CDU a nível federal, continua a colecionar derrotas em sucessivas eleições regionais, com exceção da Renânia-Palatinado, onde a popularidade da respetiva ministra-presidente, Malu Dreyer, permitiu ao partido vencer as eleições.

O seu eleitorado é, igualmente, misto (8% de homens e mulheres) e claramente idoso (consegue 13% entre os maiores de 70 anos, muito acima da média, sendo o seu apoio apenas de 6% entre os que têm menos de 45 anos). Ao nível da escolaridade, há um certo equilíbrio da votação nos mais e menos instruídos (10% e 9%, respetivamente). Coerentemente com a sua implantação a nível etário, é entre os pensionistas que o partido revela maior apoio (11%), enquanto entre os empresários e trabalhadores por conta própria tem pouca adesão (4%). Ao nível territorial, a sua implantação é equilibrada, embora registe melhores votações nos dois maiores centros urbanos e menores nas áreas rurais.

O SPD recebeu alguns eleitores do Die Linke, mas perdeu grande número de votos para a CDU e, em menor grau, para a abstenção. Teve, ainda, perdas residuais para os Verdes, FDP e pequenos partidos.

O Partido Democrata Livre (FDP), liderado por Lydia Hüskens, foi a quinta força política mais votada, obtendo 6,4% dos votos e sete lugares. Recuperou, assim, a representação no Parlamento do estado, que havia perdido há cinco anos, quando se ficara por uns frustrantes 4,9%.

O bom resultado dos liberais ficará a dever-se à insatisfação de alguns setores do empresariado com a governação, em especial no que se refere às medidas restritivas adotadas face à pandemia.

Apesar de tudo, a maioria dos seus eleitores avalia positivamente a ação do governo (56% é dessa opinião) e apenas 4% se revela pouco satisfeito com a situação económica, o que não é de estranhar, pois estamos em presença do partido preferido das elites empresariais.

Entre as suas maiores preocupações estão a economia e o emprego (35%), embora estranhamente, face à ideologia do partido, a justiça social venha logo a seguir (29%). Tal como acontecia com os votantes na AfD, também um segmento importante dos eleitores liberais (12%) se mostra preocupado com a gestão da pandemia e suas consequências.

O seu eleitorado tem uma ligeira predominância masculina (7% nos homens e 6% nas mulheres) e é maioritariamente jovem (12% entre os menores de 25 anos, o dobro da média estadual, seguido dos segmentos entre os 35 e os 59 anos, com 7%, mas apenas obtém 5% entre os maiores de 70) e altamente escolarizado (11% dos votos entre os votantes com altos níveis de instrução e apenas 3% entre os menos instruídos). No que se refere ao trabalho, não espanta que o maior apoio aos liberais surja entre os empresários e trabalhadores por conta própria (10%), seguidos pelos empregados do setor terciário (8%). No que se refere à implantação territorial, existe um certo equilíbrio, sendo apenas um pouco maior nas cidades médias e nas áreas rurais que nos pequenos e grandes centros urbanos.

O FDP foi buscar votos, em especial, à AfD e ao Die Linke, mas também à abstenção e novos eleitores e, residualmente, ao SPD. Com a CDU, ganhou e perdeu votos, sendo o respetivo saldo praticamente nulo.

Os Verdes (Grüne), liderados por Cornelia Lüddemann, foram a última força política a obter representação parlamentar, obtendo 5,9% dos votos e elegendo sete representantes, uma ligeira subida face aos 5,2% e cinco lugares de 2016.

Apesar da subida, o seu resultado acabou por ser algo dececionante, mostrando que as ambições de vitória do partido nas eleições federais de setembro poderão esbarrar na sua débil implantação no leste do país. Aliás, a Saxónia-Anhalt é um terreno difícil para os ecologistas, pois ainda aí existem muitas indústrias baseadas nos combustíveis fósseis, que garantem uma parte considerável do emprego.

O facto de ter integrado a coligação governamental pode explicar um pouco o seu resultado. Na verdade, apenas 51% das pessoas que neles votaram considera positiva a ação do executivo, embora só 6% considere a situação económica má. Porém, tudo indica que foi a CDU a única força política a capitalizar a popularidade do governo, o que não surpreende, pois detém a respetiva chefia. E, quando assim é, o partido maioritário da coligação beneficia relativamente aos seus parceiros menores.

Para os eleitores ecologistas, o grande tema é, sem surpresa, o ambiente e as alterações climáticas (62%). Contudo, no geral, apenas 8% dos eleitores do estado partilham essa opinião.

O seu eleitorado é misto (6% em homens e mulheres) e, como é habitual na maioria dos eleitorados dos partidos verdes, jovem (se obteve 15% entre os menores de 25 anos e 11% entre os que têm entre 25 e 34, o apoio vai decrescendo com o aumento da idade, quedando-se nos 3% entre os maiores de 70) e com elevada escolaridade (8%, contra 3% dos menos escolarizados). No que se refere à situação perante o trabalho, é entre os trabalhadores por conta própria que consegue a maior percentagem de votantes (11%), sendo esta muito residual entre os operários (2%). Ao nível territorial, foi nas duas maiores cidades que conseguiu os melhores resultados (13% no conjunto), enquanto as áreas rurais e as pequenas cidades industriais são o seu “calcanhar de Aquiles”.

Os Verdes conquistaram uma percentagem significativa de eleitorado ao Die Linke e, em menor grau, ao SPD, bem como um número importante de novos eleitores. Porém, perderam alguns votos para a abstenção, pequenos partidos (em especial, animalistas) e, residualmente, para a CDU.

Os restantes partidos viram o conjunto da sua votação crescer, tendo somado 10,4% dos sufrágios, quando, há cinco anos, a sua soma foi de 9,0%.

De entre eles, referência para os Votantes Livres (FW), formação centrista liderada por Andrea Menke, que obteve 3,1% dos votos, uma subida face aos 2,2% das últimas eleições regionais.

Já os votos brancos e nulos tiveram uma descida, ficando-se por 1,4%, contra 2,1% no anterior ato eleitoral.

Por fim, a abstenção, habitualmente mais elevada no leste do país, cresceu ligeiramente, tendo-se situado nos 39,7%, quando, em 2016, fora de 38,9%, uma subida pouco significativa, ainda mais em tempos de pandemia.

Que coligação? A mesma ou outra?

Os resultados eleitorais poderão levar Haselhof a manter a atual coligação ou optar por uma nova fórmula.

O mesmo inquérito que utilizámos mostra que 38% dos eleitores prefere uma coligação entre CDU, SPD e FDP, também conhecida por “Alemanha”, pois corresponde às três cores da bandeira do país: o negro da CDU, o vermelho do SPD e o amarelo do FDP. Por seu turno, 30% apoiam a manutenção da atual coligação entre CDU, SPD e Verdes. Das restantes opções colocadas, a coligação “Jamaica” (CDU, FDP e Verdes) apenas tem os favores de 12%, enquanto uma coligação alargada entre CDU, SDP, FDP e Verdes só suscita o apoio de 12%.

Há, porém, uma alternativa que não foi posta aos inquiridos e que os resultados eleitorais permitem: o regresso à “grande coligação” entre CDU e SPD. Com efeito, estes garantem 49 dos 97 lugares no Parlamento de Magdeburgo, ou seja, uma maioria absoluta tangencial.

Resta, agora, saber qual a escolha de Haselhof e dos democratas-cristãos, sabendo-se que, caso não opte pela atual coligação, se procederá a uma viragem à direita na governação do estado, seja pela saída dos Verdes ou do SPD ou pela entrada do FDP, em especial se substituir um daqueles.

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