A uma semana da primeira volta das eleições presidenciais brasileiras, agendadas para o próximo dia 7 de outubro, realizaram-se manifestações em diversas cidades do Brasil e do mundo.
Em Portugal, Lisboa, Porto e Coimbra juntaram-se ao protesto para derrotar o discurso de ódio do candidato brasileiro Jair Bolsonaro.
Durante a manifestação na Praça Luís de Camões, em Lisboa, que juntou largas centenas de pessoas, entoaram-se palavras de ordem como “Ele Não”, “Ele Nunca”, “Marielle Presente”. Nos cartazes liam-se frases como “Não ao fascismo”, “Feminismo contra o Fascismo”, “Bolso - Não Nunca!”, “Nossos afetos nunca mataram ninguém, tua lesbo-homo-trans-xeno… fobia sim, matam”, “Racistas, machistas, não, nunca!”, “Todas contra Bolsonaro”.
A coordenadora do núcleo do PT em Portugal, Evonês Santos, lembrou que, no Brasil, entre os mais de duzentos milhões de habitantes, a maioria são mulheres e defendeu que não podemos admitir mais o machismo e que é preciso lutar pela justiça e igualdade de género.
Samara, do Coletivo Andorinha de Lisboa, afirmou-se muito comovida com a mobilização massiva, sublinhando que a mesma representa um momento de esperança de que vamos vencer o ódio.
A ativista falou ainda na necessidade de lutar contra os preconceitos e condenou o incitamento ao ódio por parte de Bolsonaro no seio da sociedade brasileira.
“É preciso ganhar a guerra na democracia, no voto”, destacou.
#EleNão em #Lisboa https://t.co/ahcHg05ixC
— Esquerda.Net (@EsquerdaNet) 29 de setembro de 2018
A deputada bloquista Joana Mortágua realçou que “esta manifestação é internacional por uma razão: para dizer ao Brasil que para o mundo não é indiferente a possibilidade de existir um candidato fascista, machista, racista” e que “não permitiremos que um candidato faça da violência de género uma política de Estado”.
De acordo com Joana Mortágua, “não é novidade que Bolsonaro é um fascista”, a novidade é que a mobilização contra ele ganhou dimensões mundiais e será capaz de impedir este candidato de ganhar as eleições e “vai dar a vitória às forças democráticas no Brasil”.
“Marielle vive”, rematou.