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Efacec confirma despedimentos que administrador negou aos deputados

Três semanas depois do presidente da Efacec ter ido ao parlamento negar planos para despedir, a empresa anunciou o despedimento coletivo de 21 trabalhadores. Bloco questiona governo sobre a manipulação do estatuto de "empresa em restruturação".
Foto do Facebook da distrital do Bloco de Esquerda no Porto.

A Efacec anunciou esta quinta-feira o despedimento coletivo de 21 trabalhadores, entre os quais cinco membros das estruturas representativas dos trabalhadores da empresa. A justificação apresentada é “o ajustamento na área de transformadores de potência” e tem sido contestada pela CT, por a empresa aproveitar o estatuto de “empresa em restruturação” para proceder a despedimentos encapotados.

O Bloco de Esquerda reagiu com um requerimento dirigido ao ministro Vieira da Silva, questionando o governo sobre as medidas que pretende tomar para “impedir a manipulação da figura de empresa e restruturação e a utilização de um despedimento coletivo no quadro de um processo de chantagem e perseguição de trabalhadores”.

O requerimento subscrito pelos deputados José Soeiro e Isabel Pires questiona também Vieira da Silva sobre a forma como o governo irá acautelar os direitos dos trabalhadores abrangidos por este despedimento coletivo, constatando que se verificam “irregularidades no processo”.

A luta desenvolvida nas últimas semanas contra o clima de coação da empresa sobre algumas dezenas de trabalhadores para a rescisão de contrato levou a Comissão de Trabalhadores e o presidente da empresa, Ângelo Ramalho, a serem ouvidos na comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social.

Nessa audição, o presidente da Efacec negou estarem a ser preparados despedimentos, o que acaba por ser desmentido pelo comunicado desta quinta-feira.

No dia 9 de abril, o deputado bloquista reuniu com a Comissão de Trabalhadores e denunciou o “problema grave de manipulação do conceito de empresa em reestruturação e um problema grave de assédio moral junto das pessoas que estão a ser pressionadas para assinarem o acordo”.

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