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EDP: sindicato apresenta proposta de aumentos salariais

O SIEAP apresentou proposta de aumentos salariais para 2020, que inclui a redução de horário de trabalho para as 35 horas semanais até 2022. Em comunicado, o sindicato informa ainda que a BlackRock passou a deter 5% da EDP.
EDP - Foto de Paulete Matos
EDP - Foto de Paulete Matos

Em comunicado, o SIEAP - Sindicato das Indústrias, Energia Serviços e Águas de Portugal divulga a proposta de atualização salarial para 2020 que apresentou à administração da EDP.

O sindicato propõe aumentos salariais com percentagens mais elevadas para os escalões mais baixos, descendo as percentagens à medida que sobem os escalões, e um aumento fixo de 50 euros por mês para os salários superiores a 1.390 euros. Para o escalão mais baixo a percentagem de aumento proposta é de 11,75%.

O SIEAP propõe também a atualização dos valores dos subsídios (veja comunicado sindical em anexo) e a redução progressiva do horário de trabalho até serem atingidas as 35 horas de trabalho semanal em 2022.

O sindicato informa ainda que a BlackRock (“a maior empresa de gestão de ativos no mundo”) passou a deter 5% da EDP. “Depois do fundo 'abutre' Elliott, há o reforço do fundo acusado de ser um dos principais investidores em empresas responsáveis pela destruição de florestas tropicais na Amazónia e no resto do mundo”, destaca o SIEAP.

Segundo o “Jornal de Negócios”, a composição acionista da EDP passou a ser a seguinte, a partir do final de novembro passado: China Three Gorges 23,27% do capital; Oppidium Capital (empresa espanhola) 7,19%; BlaRock 5%; Mubadala Investment Company 3,15%; Paul Elliott Singer 2,45%; grupo BCP (incluindo o seu fundo de pensões) 2,43%; Sonatrach 2,38%; Alliance Bernstein 2,30%; Qatar Investment Authority 2,27%; Norges Bank 2,22%; State Street Corporation 2%. Abaixo das participações qualificadas (iguais ou superiores a 2%), a EDP possui 0,59% em ações próprias. 44,75% são detidos pelos restantes acionistas.

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