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Economia cresce sobretudo em salários e profissões de topo

Há mais de 165 mil chefes e dirigentes e quase 40 mil pessoas a ganhar acima de 3000 euros líquidos, de acordo com o INE.
As classes salariais inferiores a 600 euros também diminuíram, já que, neste escalão, o emprego caiu em média 14% num ano até ao final do segundo trimestre.
As classes salariais inferiores a 600 euros também diminuíram, já que, neste escalão, o emprego caiu em média 14% num ano até ao final do segundo trimestre.

Ao mesmo tempo, os jovens que não trabalham nem estudam estão agora em níveis mínimos.

O segundo trimestre deste ano registou uma notória recuperação do nível médio salarial da economia portuguesa. Os dados do INE mostram que a alteração foi puxada pelas profissões com salários mais elevados e pelo número sem precedentes de empregos nas classes dirigentes e de chefia. Assim, 39,8 mil pessoas tinham empregos por conta de outrem na categoria dos 3000 euros líquidos ou mais. Este primeiro número deve-se a uma subida recorde de cerca de 34,5%.

Ao mesmo tempo, o escalão salarial 1800-2500 euros também atingiu o seu máximo, albergando agora 141,9 mil pessoas. No caso, também houve um aumento homólogo e recorde de quase 19%.

Foram estes os grupos salariais que registaram maiores subidas no período referido, o que se reflete no aumento de 4,1% do salário médio da economia, que se encontra, assim, nos 887 euros líquidos mensais.

Naturalmente, estes valores distam muito da mediana de salários em Portugal, muito devido a quem recebe o salário mínimo e muito mais. Contudo, as classes salariais inferiores a 600 euros também diminuíram, já que, neste escalão, o emprego caiu em média 14% num ano até ao final do segundo trimestre. Estes dados também são do INE.

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