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“É um dia grande para a democracia”, diz Catarina

Após a aprovação dos projetos de lei sobre despenalização da morte assistida, a coordenadora do Bloco afirma que cabe ao parlamento fazer na especialidade “o que o país nos exige: uma lei cuidada e moderna e uma lei com todas as garantias”.
Catarina Martins
Catarina Martins. Foto Paula Nunes.

Em declarações aos jornalistas após a sessão parlamentar desta quinta-feira, que aprovou as cinco iniciativas legislativas favoráveis à despenalização da morte assistida, Catarina Martins saudou o “debate com elevação” que o parlamento fez acerca do tema. Este “é um dia histórico, um dia grande para a democracia”, congratulou-se Catarina Martins. “E agora façamos na especialidade o que o país nos exige: uma lei cuidada e moderna e uma lei com todas as garantias que deve ter numa matéria tão sensível como esta, e é para isso que o Bloco de Esquerda trabalhará”, acrescentou.

A coordenadora bloquista recordou também a derrota na anterior legislatura e por poucos votos de diferença de iniciativas semelhantes: “Há dois anos, quando a lei não passou, o João Semedo dizia-me que estávamos mais perto, estávamos a fazer trabalho e debate e que lá chegaríamos, e tinha toda a razão”.
 
“Fizemos o primeiro passo, abrimos o processo legislativo. Agora na especialidade teremos de fazer a melhor lei que formos capazes de fazer, que tenha todas as garantias que a sociedade portuguesa exige e toda a liberdade que a democracia exige também”, sublinhou Catarina, escusando-se a fazer previsões sobre o que fará o Presidente da República. “Este é o momento do parlamento”, contrapôs às questões dos jornalistas.

Neste momento importante da legislatura, Catarina Martins preferiu destacar que houve nos últimos anos “um movimento muito importante da sociedade civil, que juntou médicos, famílias e doentes que sentiram estas questões muito próximas” que organizou a petição “para dar um passo tão importante e tão essencial como permitir a alguém que está num sofrimento que não tem fim à vista poder pedir ajuda a um médico para abreviar esse sofrimento e que esse medico possa ajudar sem ter pena de prisão”.

“É algo muito restrito, muito cuidadoso, mas que é tão importante para pessoas que estão em grande sofrimento”, concluiu a coordenadora bloquista.

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