Está aqui

“É responsabilidade de todos os candidatos fazerem na campanha um contacto com o país real”

Durante uma visita ao mercado mensal de Évora, a cabeça de lista do Bloco às eleições europeias, Marisa Matias, lamentou que os partidos do bloco central tenham optado por ”fechar-se em caves, longe das pessoas, a festejar não se sabe muito bem o quê”, sublinhando que “é responsabilidade de todos os candidatos fazerem na campanha um contacto com o país real”.

Referindo que “foi possível neste início de campanha perceber a diferença entre a austeridade do PSD e CDS e a austeridade do PS - uns celebram com Murganheira e outros com Raposeira -”, Marisa Matias lamentou que os partidos do bloco central tenham optado por ”fechar-se em caves, longe das pessoas, a festejar não se sabe muito bem o quê”.

“É responsabilidade de todos os candidatos de todos os partidos fazerem na campanha um contacto com o país real e com as dificuldades que as pessoas que aqui vivem estão a enfrentar em resultado da crise e da austeridade”, frisou a cabeça de lista do Bloco de Esquerda, adiantando que “as campanhas servem para falarmos mas também para ouvirmos”.

A dirigente bloquista falou ainda sobre a importância do combate contra a abstenção. “Não votar implica contribuir para a manutenção do sistema que existe atualmente, da relação de forças e poderes. É, portanto, a manutenção de um caminho que não nos traz futuro”, defendeu Marisa Matias, alertando para o facto de “um dos efeitos mais nefastos da austeridade” ser “afastar as pessoas da política e da sua capacidade de decisão”.

Sobre a realização de um Conselho de Ministros em plena campanha eleitoral, a candidata bloquista lembrou que, quando o Governo promoveu, há cinco dias atrás, um Conselho de Ministros extraordinário para “festejar a suposta saída limpa”, Pedro Passos Coelho garantiu que tinha optado por aquela data para não afetar as eleições eleitorais. “Mais uma vez, desmente aquilo que disse há cinco dias, promovendo um verdadeiro ato de pura propaganda”, avançou Marisa Matias.

Durante um encontro com os trabalhadores e trabalhadoras da Kemet à porta da fábrica, que contou também com a presença da candidata Maria Helena Figueiredo, Marisa Matias frisou que “a situação deste trabalhadores reflete muito bem a verdadeira face do milagre económico tão propalado pelo Governo todos os dias numa espécie da propaganda contínua”.

Lembrando que em causa está uma empresa altamente inovadora que corresponde exatamente aos padrões que o Governo aponta como sendo os padrões de desenvolvimento estratégico para o país, a candidata do Bloco sublinhou que, “no entanto, assistimos a uma situação em que são anunciados despedimentos de 127 pessoas, numa área, agora a ser deslocalizada para o México, onde têm níveis de produtividade muito superiores à média”.

Marisa Matias defendeu que “é preciso fiscalizar todas as multinacionais que receberam benéficos fiscais e fundos europeus para se radicarem no país e que não cumpriram nenhuma das contrapartidas", bem como é necessário que exista “uma correspondência entre aquilo que se diz serem setores estratégicos para a economia e aquilo que são as políticas nesse sentido”.

Termos relacionados Europeias 2014, Política
(...)