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“É recuperando salários e pensões que a economia cresce”

Catarina Martins defende que, embora o Orçamento do Estado para 2019 dê "passos relevantes para melhorar as condições de vida dos portugueses", é necessário melhorá-lo no debate na especialidade.
“É recuperando salários e pensões que a economia cresce”
Catarina Martins esteve esta manhã no Mercado de Torres Novas. Foto de esquerda.net.

À margem de uma visita ao Mercado de Torres Novas, Catarina Martins afirmou que, se este orçamento demonstra que é possível ir mais longe para recuperar as condições de vida do país, tal ocorre porque o Bloco de Esquerda tem vindo a provar na restante legislatura algo que sempre defendeu: a recuperação de salários e pensões como motor para o crescimento económico.

Ressalvando que este orçamento ainda está no início, faltando o debate na generalidade, a coordenadora do Bloco considera que “se neste orçamento é possível ir mais longe para recuperar as condições de vida do país”, tal acontece porque o Bloco de Esquerda tem provado no resto da legislatura “o que sempre dissemos: é recuperando salários e pensões que a economia cresce”.

“Quando começámos a recuperar salários e pensões cresceu o emprego, cresceu a economia e isso dá margem para se ir mais longe – do nosso ponto de vista poderíamos até ter dado passos mais sólidos neste orçamento”, afirma.

"Sabemos que vivemos num país que é muito injusto e com muitas desigualdades. Se me pergunta se este Orçamento do Estado resolve estes problemas, direi que não. Se dá alguns passos que são relevantes para melhorar condições de vida, dá. Se podemos fazer melhor, podemos. E estaremos cá para trabalhar para isso", afirmou a dirigente do Bloco de Esquerda.

Catarina destacou três pontos desta proposta de orçamento que considera muito importantes para as famílias de uma forma geral. Em primeiro lugar refere a reforma de IRS que “tinha efeitos este ano e no próximo ano e que, com a alteração dos escalões, com a subida do mínimo de existência”, as pessoas sentirão esse alívio no IRS – tanto na devolução do IRS como nas tabelas de retenção na fonte.

Em segundo estão as pensões, uma vez que este ano os pensionistas receberão o 13º mês por inteiro, tendo uma atualização no início de 2019. “Para tantos pensionistas, significa que ao longo deste tempo, juntando o efeito da atualização automática, com os aumentos extraordinários para as mais baixas (…) há mais um mês de pensão por ano” do que existia no início desta legislatura.

Por último, para além do aumento do abono de família e do acesso a manuais gratuitos para toda a escolaridade obrigatória em todo o país e da descida das propinas, que constitui um alívio para as famílias que, não tendo acesso à ação social escolar, pagavam com custo o valor máximo de propinas para acesso ao ensino superior, Catarina Martins destaca a redução do peso para as famílias dos custos com o passe social:

“Os passes sociais vão significar um abaixamento dos custos dos transportes muito significativo para as famílias”, uma vez que as crianças até aos 12 anos não pagam pelo uso de transportes públicos.

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