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"É preciso retirar da legislação laboral o que a troika lá deixou"

Marisa Matias afirmou que “a defesa do trabalho com direitos é uma das lutas que não podemos abandonar nem em Portugal nem na União Europeia” e que, havendo vontade política, há condições "para se fazer justiça à gente que tem sido injustiçada ao longo de tantos anos".
Marisa em visita às Oficinas da EMEF em Contumil. Foto de Paula Nunes.

Numa visita à EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário - esta sexta-feira, Marisa Matias lembrou que esta tem sido uma campanha em que têm sido enfatizadas as questões da mobilidade e da ferrovia e alertou para o facto de que “os constrangimentos europeus impedem-nos de investir naquilo que é o essencial para as nossas economias”.

No entender de Marisa Matias, precisamos de "investimento e de alargar as capacidades que temos para ultrapassar os bloqueios impostos por Bruxelas em relação ao investimento”. Usando o exemplo da EMEF, a candidata do Bloco considerou que há “capacidade instalada em Portugal”.

A candidata do Bloco sublinhou ainda que "a defesa do trabalho com direitos é uma das lutas que não podemos abandonar nem em Portugal nem na União Europeia” e que se “não retirarmos da lei de bases do trabalho o que a troika lá deixou, não avançamos de nenhuma forma na defesa dos direitos dos trabalhadores”.

Segunda Marisa Matias, “rever a lei de bases laboral e as questões do trabalho é essencial para continuarmos a responder a algumas das exigências que estão por responder e que são justas no setor público”. A candidata considera ainda que é preciso chegar também ao setor privado de forma a "alavancar os salários”.

A candidata do Bloco considera que esta é uma questão fundamental para que haja "alguma justiça laboral neste país”. "Acredito que ainda há condições, se houver vontade política, quer na saúde, quer no trabalho, para se fazer justiça à gente que tem sido injustiçada ao longo de tantos anos", afirmou.

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