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“É preciso mudar radicalmente a mobilidade em Lisboa”

No Dia Internacional da Mobilidade, Beatriz Gomes Dias fez campanha nos transportes públicos para defender “mais investimento em alternativas ao carro”.
Beatriz Gomes Dias em ação de campanha na terça-feira
Beatriz Gomes Dias em ação de campanha na terça-feira. Foto Bloco/Lisboa

A candidata do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Lisboa assinalou o Dia Internacional da Mobilidade com ações de campanha  nos transportes públicos da capital. Na véspera, a campanha fez-se em duas rodas no centro da cidade e Beatriz lembrou que “há zonas da cidade, seja oriental, ocidental ou Norte, que estão esquecidas na estratégia de ciclovias”.

“Hoje quem vem da Ajuda, por exemplo, só encontra estações GIRA na zona turística, em Belém e isso tem de ser corrigido”, defendeu a candidata bloquista, por entre críticas aos recuos do PS sobre a limitação de carros ou da velocidade em bairros como os da baixa de Lisboa. “Foi um erro atrasar esse progresso”, afirma Beatriz.

A manhã de quarta-feira passou por uma viagem na linha amarela do Metropolitano de Lisboa, entre a Ameixoeira e o Campo Grande, com Beatriz Gomes Dias a apontar que “a prioridade que é dada à linha circular é um recuo face às necessidades de mobilidade de Lisboa”, que precisa sobretudo de estender a cobertura do metro à zona ocidental.

Por outro lado, a linha circular obrigará a um transbordo dos passageiros da linha amarela na estação do Campo Grande, o que “vai introduzir mais tempo nas viagens” e comprometer “os avanços conquistados na mobilidade”. “As pessoas precisam de se deslocar com facilidade, para levar crianças à escola, para trabalho e lazer. Estas dificuldades podem ter o efeito inverso que nós pretendemos que é diminuir o número de carros a entrar na cidade”, sublinhou a candidata do Bloco, citada pela agência Lusa.

Beatriz Gomes Dias divulgou também outra das propostas do Bloco para “mudar radicalmente a mobilidade em Lisboa”: a gratuitidade dos transportes públicos, a começar este ano pelos desempregados e  as carreiras de bairro, estendendo-se no próximo ano aos menores de 18 e maiores de 65 anos e estudantes do ensino superior, e numa fase posterior ao resto da população.

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