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“É preciso acabar com a política velha”

Catarina Martins diz que política velha é aquela em que “para a habitação o que vale é o mercado e a especulação imobiliária” e para os transportes o carro individual. Carlos Patrão, candidato a Vila Franca de Xira defende “o congelamento dos perímetros urbanos e mais transportes públicos, com mais frequência e horários alargados”.
Catarina Martins, Carlos Patrão e Maria José Vitorino em viagem de comboio entre Lisboa e Vila Franca de Xira. Foto de Andreia Quartau.
Catarina Martins, Carlos Patrão e Maria José Vitorino em viagem de comboio entre Lisboa e Vila Franca de Xira. Foto de Andreia Quartau.

Esta quarta-feira Catarina Martins, Carlos Patrão, candidato bloquista à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e Maria José Vitorino, cabeça de lista à Assembleia Municipal desta autarquia, fizeram uma viagem de comboio entre Vila Franca de Xira e Lisboa para abordar o tema dos transportes públicos. A coordenadora bloquista salientou a importância do transporte ferroviário que “é aquele que responde às alterações climáticas, é o melhor que se pode ter e é o investimento que queremos fazer” mas “é preciso ter noção” que “há tanta gente em freguesias à volta que pura e simplesmente não tem nenhum transporte para chegar até ao comboio”.

Ou seja, a aposta na ferrovia “não dispensa também as carreiras, os transportes capilares dentro de cada concelho, em cada freguesia, para que toda a gente possa utilizar os transportes coletivos”. E é preciso que as autarquias “façam a sua parte de ligação das várias freguesias à oferta ferroviária”.

Foi a este propósito que classificou como “política velha” aquela “em que para a habitação o que vale é o mercado e a especulação imobiliária” e em que as autarquias “lavam as mãos” da política de transportes, acabando o carro individual por sempre “a única forma de transporte em tantos trajetos e para tantas pessoas”.

Com os jornalistas presentes a insistirem na questão sobre a responsabilidade individual dos políticos na forma como se deslocam e na cultura instalada de uso do automóvel, Catarina Martins contrapôs que “precisamos de mudar a cultura mas precisamos de dar condições efetivas para que o carro individual não seja tantas vezes a única resposta que está disponível às pessoas”. E exemplificou: “eu posso ir para o Parlamento de autocarro mas há tanta gente que não tem um meio de transporte que a ligue ao local de trabalho”, “há tantas freguesias em Portugal onde é mais seguro ir à padaria da esquina de carro do que a pé porque não há um passeio”. Insistiu assim na responsabilidade autárquica dos investimentos na ligação às freguesias e que “permitam que as pessoas vão até ao comboio, ao centro de saúde, ao museu, que possam ir passear à beira-rio” ou que trabalhadores por turnos se possam deslocar ao seu trabalho.

No mesmo sentido, Carlos Patrão realçou que o Bloco em Vila Franca de Xira defende “o congelamento dos perímetros urbanos e mais transportes públicos, com mais frequência e horários alargados não apenas de e para Lisboa, como para ligar as freguesias mais remotas às estações de comboios através de autocarros”.

A candidatura do Bloco em Vila Franca defende ainda que o troço da A1 em Lisboa e este concelho “seja desclassificado de autoestrada para multimodal, para suportar corredor de bus ou elétricos, criando uma alternativa de transporte público à CP, diminuindo o trânsito de ligação entre as localidades mais afastadas do comboio e as estações da CP para desta forma abandonar a política de variantes sempre em falta”.

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