De acordo com o Jornal Público duas mil pessoas formaram, ontem à tarde "um cordão humano para exigir a remoção do aterro com inertes do temporal depositados na orla marítima do Funchal e a devolução da praia aos madeirenses".
Com efeito, esta parece ter sido uma das maiores manifestações de cidadania realizadas na Madeira nos últimos tempos, numa altura em que o Governo de Jardim vê a contestação social crescer a decisões do seu Executivo.
Na última semana, numa tentativa de desmobilizar os participantes neste cordão humano, um comunicado da Presidência do Governo, assinado por Jardim, dizia, em tom ameaçador, que a decisão de manter o aterro na frente-mar da cidade era irreversível, "grite quem gritar", não obstante a lei obrigar à abertura de um período de discussão pública. Nesta iniciativa participaram algumas figuras públicas ligadas a diversas forças políticas e sociais da Região.