Está aqui

“A Drowning Man”: filme palestiniano vence prémio em Macau

A curta-metragem “A Drowning Man”, do realizador Mahdi Fleifel, venceu o festival Sound&Image de Macau. O autor pergunta-se: “como iria reagir se o mundo à minha volta se tornasse uma selva cheia de predadores?”

Um jovem palestiniano indocumentado vive a dureza das ruas de uma cidade estranha, Atenas. Este é o ponto de partida da curta-metragem que conquistou o prémio de melhor filme da 9.ª edição do festival internacional Sound&Image Challenge.

Este domingo, dia em que passam 31 anos do início da primeira Intifada palestiana, no teatro D. Pedro V, em Macau, o júri anunciou o prémio considerando a obra como um “retrato oportuno e intemporal do desespero e isolamento sem esperança num país estranho”.

Não é a primeira vez que o filme dá nas vistas. O ano passado estreou no festival de Cannes e está na lista para os Óscares do próximo ano. Foi nomeado para os prémios BAFTA 2018, ganhou os prémios de melhor curta-metragem no Dokufest, Kosovo, no festival internacional do filme de Bruxelas e no Dubai Internacional Film Festival, o prémio Silver Spike do festival internacional de Valladolid, o Grand Prix do festival de Cork.

A contratempo deste sucesso está o seu autor, Mahdi Fleifel, o dinamarquês-palestiniano que, em entrevista, o considerou “um filme seguro, que não era suficientemente ousado.” Que explica a forma como construiu as personagens dos seus filmes: “quando nos focamos num microcosmos como um campo de refugiados ou um dia na vida de um indocumentado na Grécia, pergunto-me: o que faria nessas condições? O que faria se não tivesse documentos numa cidade onde não falasse a língua? O que iria fazer para comer e sobreviver? Como iria reagir se o mundo à minha volta se tornasse uma selva cheia de predadores?”

Termos relacionados Cultura
(...)