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Dono da Zara exerce assédio e repressão sobre trabalhadores em Portugal

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP) denunciou o “assédio, pressão e repressão exercida sobre os trabalhadores” do grupo Inditex, que detém as marcas Zara, Bershka, Pull & Bear, Massimo Dutti, Stradivarius, Oysho e Uterque.
Foto de Zara Tallinn, Flickr.

“Existem horários de trabalho desregulados e trocas constantes sem aviso prévio aos trabalhadores, que nunca sabem com a devida antecedência o horário e dias de folga”, afirmou a dirigente sindical Cristina Monteiro em declarações aos jornalistas, em frente à loja da Zara na rua de Santa Catarina, no Porto.

A representante do CESP explicou que “os horários são afixados de véspera, desrespeitando o direito à conciliação da vida profissional com a pessoal e familiar” e que o Grupo procede,“ilegalmente, sem o acordo dos trabalhadores”, à “marcação de férias no período de inverno”.

É ainda exigido aos trabalhadores “que entrem 15 minutos mais cedo para poderem usufruir da pausa que já é sua por direito”.

No que respeita à política remuneratória, e “apesar dos lucros astronómicos”, o grupo Inditex “continua a dar ‘acertos’ salariais discriminatórios e vergonhosos de seis, nove e 12 euros (ou mesmo zero euros), exigindo cada vez mais esforço aos trabalhadores e cada vez com menos trabalhadores por cada local de trabalho”.

O CESP denuncia ainda que o contrato coletivo de trabalho já não é negociado “há mais de dois anos” e repudia a “clara objetificação da mulher por parte da empresa, para promover a venda dos seus produtos”. Em causa está nomeadamente, o facto de as trabalhadoras serem obrigadas a usar batom vermelho.

“Exigimos ainda que a área social e os vestiários nas lojas sejam devidamente limpos e o fim da música extremamente alta, protegendo a saúde dos trabalhadores e garantindo as condições de segurança e saúde no trabalho”, avança o CESP.

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