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Dobraconfex: mais uma fábrica têxtil fecha, vítima da deslocalização

32 trabalhadores, na esmagadora maioria mulheres, ficarão no desemprego depois da fábrica de Penselo, Guimarães, ter anunciado o seu encerramento na segunda-feira. A administração da Dobraconfex deixou salários de outubro e novembro ainda por pagar. Os deputados do Bloco por Braga questionaram o governo sobre este caso.
Foto de Ilya Lix/Unsplash

A Dobraconfex, que tinha tentado um processo especial de revitalização em tribunal, anunciou o seu encerramento esta segunda-feira.

Deixa para trás 32 trabalhadores com salários em atraso, pelo menos cem euros do salário de outubro e todo o salário do mês de novembro, e um passivo de meio milhão de euros, com dívidas sobretudo à Segurança Social e às Finanças.

A administração da fábrica de Penselo, no concelho de Guimarães, alega falta de encomendas. Os trabalhadores já estavam, por isso, dispensados de se apresentarem na fábrica há duas semanas. E a gerência tinha tentado, segundo fonte sindical contou ao jornal O Minho, remover as máquinas, só que as trabalhadores resistiram, tendo conseguido impedir esta saída.

Esta fábrica é mais uma das que trabalhava para a Inditex, o grupo económico dono da famosa marca Zara. Nos últimos meses, em Guimarães, Vizela, Santo Tirso e Fafe têm fechado fábricas uma vez que a empresa espanhola está a deslocalizar as encomendas que tinha para Marrocos, Tunísia ou Turquia. A concorrência dos preços mais baixos do custo do trabalho tem sido determinante para esta crise.

Bloco solidário com trabalhadoras exige cumprimento de direitos

José Soeiro, deputado do Bloco responsável pela área laboral, juntou-se aos deputado eleitos por Braga, José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, para pedirem explicações ao Governo sobre o encerramento desta fábrica.

Os bloquistas querem saber se a Autoridade para as Condições do Trabalho está a acompanhar a situação e se foi comunicada à Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho algum despedimento coletivo.

Para além disso, o partido manifesta-se “solidário com estes trabalhadores e trabalhadoras e considera inaceitável a forma com que esta empresa encerrou as instalações sem aviso prévio”, considerando “imperioso assegurar” direitos dos trabalhadores e que as suas contribuições para a Segurança Social e Finanças destes trabalhadores e trabalhadoras sejam pagas, assim como o pagamento de salários em atraso.

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