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Via do Infante: Bloco leva suspensão das portagens à AR

O Bloco quer impedir a introdução das portagens na A22, para impedir que a partir de Agosto "os utentes passem a suportar directamente os custos de uma via construída maioritariamente por fundos comunitários".
Bloco quer impedir introdução de portagens na Via do Infante. Foto

O projecto de resolução foi entregue esta quarta-feira na Assembleia da República pela deputada bloquista Cecília Honório e alerta para as consequências da introdução de portagens na região que "apresenta a maior taxa de desemprego do país", o que significa romper "o contrato de confiança assumido com as populações menos desenvolvidas, para favorecer a acessibilidade territorial".

A alternativa à Via do Infante - a Estrada Nacional 125 - não é uma verdadeira alternativa para a deputada eleita pelo círculo de Faro, devido ao traçado "caracterizado pelo atravessamento de povoações e localidades densamente povoadas, cruzamentos e sistema de semaforização, facto que resulta numa velocidade média de circulação de 50 km/h". O projecto do Bloco recorda ainda que "o projecto de requalificação daquele eixo rodoviário inclui a criação de 84 rotundas", ou seja, "características manifestamente diferentes das encontradas" na Via do Infante.

O projecto de resolução bloquista refere-se também às conclusões de investigadores como Fernando Pena ou Adriano Pimpão, ao denunciarem "que o aumento da carga fiscal no Algarve levá-lo-á a perder competitividade face à Andaluzia", opinião partilhada pela Entidade Regional de Turismo do Algarve.

A experiência das auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) que começaram há poucos meses a ser portajadas também serve de argumento para não repetir o mesmo erro, no momento em que "chega a notícia da quebra a pique de passageiros, nomeadamente de turistas", já reconhecida pela Entidade de Turismo do Porto e Norte. Por outro lado, o facto da maior parte da obra da Via do Infante ter sido feita antes da criação do regime das SCUT, com recurso a fundos comunitários, também é razão para impedir que as portagens sejam colocadas na estrada que atravessa o Algarve.

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