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Dirigentes sindicais do CESP agredidos em loja do Continente

Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) esclarece que a agressão ocorreu na Loja Modelo Continente de Ermesinde, do Grupo Sonae, durante uma ação de contacto com trabalhadores. Sindicalista teve de receber assistência na urgência hospitalar.

De acordo com o CESP, no dia 26 de Setembro, dirigentes sindicais do CESP entraram na loja Modelo Continente de Ermesinde na sequência de comunicação à empresa de que iriam contactar os trabalhadores da loja na área social.

O Sindicato assinala que esta é uma prática acordada com a empresa e exercida em todas as lojas Continente do país.

Os dirigentes sindicais do CESP foram surpreendidos pela informação, por parte da chefe de loja, de que não tinham autorização para irem para a área social contactar os trabalhadores, como acordado com a empresa, e de que seriam encaminhados para uma sala de reuniões.

No momento em que os dirigentes sindicais entraram na área social, onde está o placar sindical do CESP para afixação de comunicados atualizados, foram insultados e agredidos pela chefia de loja.

Uma das dirigentes do CESP agredidas necessitou, inclusive, de assistência na urgência hospitalar onde fez exames e foi medicada.

O CESP, que confrontou de imediato a Direção de Recursos Humanos da Sonae e irá oficiar a empresa sobre o sucedido, sublinha que “tais práticas, inaceitáveis num regime democrático em que o exercício e liberdade sindical são princípios constitucionais, terão de merecer veemente repúdio e consequências por parte da Sonae, bem como a garantia de que não voltarão a repetir-se”.

O Sindicato escreve ainda que “a Sonae, uma das maiores empresas do sector da distribuição, não pode permitir tais práticas que, infelizmente, sabemos acontecerem em muitos locais de trabalho desta empresa, criando ambientes repressivos, de enorme pressão e hostis quer aos representantes sindicais quer aos próprios trabalhadores”.

Tal como assinala o CESP, a conclusão de um recente estudo da DECO coloca os trabalhadores dos supermercados como grande fatia dos trabalhadores em risco de burnout, ou seja, de colapso/exaustão psiquiátrica e física.

A estrutura sindical garante que “continuará a lutar pela liberdade sindical em todos os locais de trabalho e pela melhoria das condições de vida e de trabalho de todos os trabalhadores do sector”.

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