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Diretores das grandes farmacêuticas ganharam 107 milhões de dólares na pandemia

Em salários, bónus e através do aumento do valor das ações que detêm, os diretores executivos da Pfizer, BioNTech e Moderna tornaram-se multimilionários.
Ilustração de Marco Verch.
Ilustração de Marco Verch.

Os diretores executivos das grandes empresas farmacêuticas ganharam, durante o período mais forte da pandemia de covid-19, cerca de 107 milhões de dólares em remunerações, segundo o Financial Times.

Para além dos vencimentos dos seus chefes, a Pfizer, BioNTech e Moderna, empresas que fabricaram vacinas contra a Covid-19 com base na tecnologia mRNA, também aumentaram, segundo este jornal, o valor das duas ações. Assim, a Pfizer aumentou, nos últimos dois anos, 64%. A BioNTech triplicou de valor. E a Moderna quintuplicou.

Os CEOs destas empresas são eles próprios acionistas. Stéphane Bancel da Moderna, por exemplo, detém 7,8% da sua empresa, no valor de 5,4 mil milhões. E Ugur Sahin da BioNTech detém 17,1%, no valor de 7,8 mil milhões de dólares.

A mesma fonte indica que, entre 2020 e 2021, Albert Bourla, da Pfizer ganhou 45,3 milhões de dólares. Ugur Sahin ganhou nos últimos dois anos 30,8 milhões de dólares em comparação com os 8,5 milhões dos anos 2018 e 2019. Em sentido contrário, o salário de Stéphane Bancel, da Moderna, desceu cerca de metade: de 67,5 milhões nos dois anos antes da pandemia passou a ser 31,1 milhões em 2020 e 2021. Mas isto explica-se por uma situação particular: em 2018 houve uma oferta pública inicial que lhe valeu cerca de 57 milhões.

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