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Dinamarca multa primeira mulher por uso de niqab

Dois dias após entrar em vigor a proibição do uso de roupas que cubram o rosto, incluindo véus islâmicos como o niqab e a burqa, uma mulher de 28 anos foi multada em cerca de 150 euros por violar a lei num centro comercial em Horsholm, no norte de Copenhaga.

As autoridades dinamarquesas foram chamadas ao estabelecimento comercial na sexta-feira na sequência de uma briga entre duas mulheres, que começou quando uma delas tentar tirar o niqab da outra.

"Durante a briga, o niqab caiu, mas quando chegamos no local, ela tinha recolocado a peça", afirmou o polícia David Borchersen à agência de notícias Ritzau.

A mulher foi multada em cerca de 150 euros e informada de que teria de remover o véu ou deixar o espaço público. "Ela escolheu a segunda opção", acrescentou Borchersen.

A proibição do uso do véu integral islâmico na Dinamarca entrou em vigor na quarta-feira, dois meses após a aprovação da lei no parlamento. Quem utilizar peças de roupa ou acessórios - como balaclavas, capacetes ou barbas falsas - que impossibilitem o reconhecimento de uma pessoa, fica sujeito a uma multa mínima de mil coroas dinamarquesas, cerca de 150 euros.

A aprovação desta lei mereceu fortes críticas por parte da Amnistia Internacional:  "Todas as mulheres devem ter a liberdade de se vestir como desejarem e de usar roupas que exprimam a sua identidade ou crenças. Esta proibição terá um impacto particularmente negativo nas mulheres muçulmanas que escolham usar o niqab ou a burqa", afirmou Gauri van Gulik, diretor da Amnistia Internacional Europa.

"Embora algumas restrições ao uso de véus que cubram a cara na totalidade possam ser legítimas por motivos de segurança, esta proibição generalizada não é necessária, é desproporcional e viola o direito à liberdade de expressão e religião", avançou.

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