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DGS propõe antipsicóticos gratuitos no Serviço Nacional de Saúde

O diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, Miguel Xavier, defendeu esta quinta-feira, no Dia Mundial da Saúde Mental, que sejam dispensados de forma gratuita medicamentos antipsicóticos nos serviços de saúde.
Medicamento antipsicótico.
Medicamento antipsicótico. Foto de badlyricpolice/Flickr.

À margem de uma conferência que comemorava o Dia Mundial da Saúde Mental, esta quinta-feira, em Beja, o diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental informou que já propôs ao Ministério da Saúde há um mês e meio que sejam dispensados gratuitamente medicamentos antipsicóticos nos serviços de saúde.

Miguel Xavier esclareceu à agência Lusa que essa é uma forma de monitorizar melhor estes pacientes. Para isso acontecer, a dispensa de medicamentos deve acontecer nos próprios serviços de saúde e não nas farmácias ou nas ruas.

Esta reivindicação vinha sendo feita por várias associações de apoio a pessoas com doença mental. Uma petição iniciada pela Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental tinha entretanto recolhido mais de duas mil assinatura a exigir a reposição da comparticipação a 100% dos antipsicóticos.

Em Portugal há 48 mil doentes com esquizofrenia e estima-se que cerca de sete mil não tenham qualquer acompanhamento.

A intervenção do diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental nesta ocasião foi dedicada ao tema “Trabalhar em Conjunto para Prevenir o Suicídio”. Miguel Xavier disse que a taxa de suicídio no país continua “basicamente igual”, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística até ao ano de 2017. Segundo o especialista, “aquilo que verificamos é que não há uma grande variação, pelo contrário, mesmo nos anos da 'troika', em que houve dificuldades, Portugal e, por acaso, Espanha não tiveram uma grande alteração da taxa de suicídio, enquanto houve outros países onde a taxa de suicídio aumentou francamente”.

Mas Miguel Xavier acredita que “Portugal, como outros países, tem problemas de subnotificação ao nível de suicídio, porque "nenhum país consegue notificar todos os casos de suicídio”, havendo casos não notificados, como por exemplo os resultantes de desastres de automóvel.

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