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Dezenas de milhares de polacos contra abate massivo de javalis

O governo polaco diz que pretende com o abate impedir a propagação da peste suína africana a porcos. Os ambientalistas denunciam o extermínio, alegam a inutilidade da medida para o fim desejado e os seus efeitos nocivos no meio ambiente.
Foto de bastian/Flickr

Até ao fim de janeiro cerca de 200.000 javalis podem ser abatidos na Polónia. É quase a totalidade da população deste país. A medida foi aprovada pelas autoridades veterinárias e agrícolas polacas com a intenção delcarada de travar um surto de febre suína africana que se está a disseminar em quintas no leste da Polónia.

Só que dezenas de milhar de cidadãos estão a opor-se. Os ambientalistas denunciam um massacre inútil que vai causar apenas uma migração para outros pontos e que vai ter consequências muito negativas no conjunto do ecossistema.

Foi lançado um abaixo-assinado, que até agora conta com quase 80 mil assinaturas, apelando ao primeiro-ministro Mateusz Morawiecki para que pare as caçadas massivas e exigindo a demissão do ministro da Agricultura por ter aprovado “a ideia vergonha do extermínio da espécie”.

Os signatários do abaixo-assinado pensam que não só a medida “não vai parar a febre suína africana” como pode ajudar a propagar o vírus à Polónia ocidental” devido à deslocação de animais sobreviventes. Consideram ainda que outras tentativas de caça massiva empreendidas desde 2015 não resultaram no efeito pretendido e ligam esta iniciativa à tentativa do governo de tentar conseguir obter os votos suinicultores nas eleições deste ano.

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