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Devemos agradecer a Marega

À margem de uma visita à USF do Vale da Amoreira, Catarina Martins pronunciou-se sobre os insultos racistas de que foi alvo Moussa Marega. Para a coordenadora do Bloco, o jogador “obrigou o país a olhar de frente e a agir” contra o problema do racismo em Portugal.
Visita à USF do Vale da Amoreira. Fevereiro de 2020.
Visita à USF do Vale da Amoreira. Fevereiro de 2020. Foto de TIAGO PETINGA/LUSA

Com o gesto de sair do campo em resposta aos insultos racistas, Moussa Marega obrigou todo o país a enfrentar o problema do racismo. Foi esta a ideia central que Catarina Martins expressou quando, à margem da visita efetuada esta segunda-feira à USF de Vale da Amoreira, foi confrontada com o tema.

A coordenadora bloquista sublinhou que “não é a primeira vez que há episódios de racismo preocupantes, violentos na sociedade portuguesa e no futebol” e que “infelizmente vários jogadores já foram alvos também deste tipo de insultos”.

Mas, desta feita, Marega marcou a diferença ao sair do campo. Assim, obrigou “o país a olhar para o problema de frente e a agir”. Catarina Martins pensa que “devemos agradecer a Marega ter feito esse gesto de dizer isto não pode ser assim”.

A dirigente bloquista reforçou a ideia que o racismo é crime em Portugal, “crime de ódio” e que a lei até foi “supostamente mais reforçada para agir”. E criticou como “completamente inaceitáveis” as “multas simbólicas” nestas situações no passado. “Esse é um cenário que não se pode de forma alguma repetir”, considerou.

Catarina Martins expressou ainda dúvidas “sobre o que é que a própria Liga estará a fazer nos seus procedimentos internos”. Isto porque “tudo indica que o jogo devia ser parado e não foi”. Portanto, “se há aqui seguramente responsabilidades das entidades públicas este é também o momento em que devemos pensar qual é o papel da Liga e o que tem feito até hoje para travar a violência racista no desporto”, rematou.

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