Os trabalhadores da ISS, empresa que limpa os aviões do Aeroporto de Lisboa, enfrentam um despedimento coletivo. "Há qui pessoas que estão aqui há 30 anos a trabalhar e que hoje estão a ser despedidas com uma mão à frente e outra atrás", diz Vivalda Silva, dirigente Sindical do STAD (Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas), em declarações à SIC.
Também a Securitas anunciou um despedimento coletivo de 84 trabalhadores do Aeroporto de Lisboa, tendo os trabalhadores das duas empresas organizado o piquete de greve esta quarta-feira com o STAD.
Isabel Camarinha, da CGTP, denuncia o despedimento coletivo, pois “estas empresas, daqui a muito pouco tempo, vão voltar a contratar. E vão contratar outros trabalhadores. Isto não é aceitável”, diz a líder da inter-sindical.
Os 116 trabalhadores abrangidos apresentaram soluções à administração, como a redução do horário de trabalho para todos os trabalhadores, de forma a “evitar o despedimento” mas, à SIC, dizem que a empresa sempre planeou despedir. Numa primeira reunião, a administração disse “que ia pensar”, na reunião “disse que não era possível”.
Jorge Costa, do Bloco de Esquerda, acompanhou o piquete de greve. Para o deputado, estas empresas “aproveitaram o regime do lay off enquanto durou e logo se apressaram a abandonar estas pessoas em plena crise”.
E relembra que “são duas empresas gigantes, que poderiam segurar estes postos de trabalho ou realocar os trabalhadores em funções compatíveis”, mas “preferem aproveitar o momento para se livrarem de quem tantos anos serviu, a começar, claro, por representantes sindicais”.
O resultado deste processo, diz, é que “quando voltar a atividade corrente, irão contratar de novo, por menos direitos e menos salário”,. Ou seja, conclui o deputado bloquista, trata-se de um caso de “delinquência patronal no seu pior”.