Despedimentos coletivos atingem máximos desde a saída da troika

03 de novembro 2020 - 13:03

Até ao final de setembro, os despedimentos coletivos afetaram quase 5400 trabalhadores, mais 50% do que em todo o ano de 2019. No final do ano os números irão ultrapassar a fasquia atingida em 2014.

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Trabalhadores
Foto de Paulete Matos

Segundo o Jornal de Notícias, que cita dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), nos primeiros nove meses de 2020 os despedimentos coletivos aumentaram mais de 50% comparativamente a todo o ano de 2019. Alguns dos processos contabilizados este ano deram início no ano passado.

Muitas das empresas optaram por abdicar do apoio público que se seguiu ao lay-off simplificado e começaram a cortar nos quadros do pessoal, refere o JN.

Comparando com períodos homólogos, podemos observar que o número de pessoas despedidas mais do que duplicou, o que representa uma subida de 142% no terceiro trimestre deste ano. Este período é referente aos meses de desconfinamento, em que a atividade conseguiu recuperar um pouco.

O número de trabalhadores despedidos em processos de despedimento coletivo foi de 1.107 no primeiro trimestre deste ano, 2.196 no segundo trimestre, e 2.079 no terceiro trimestre, segundo dados da DGERT. Para encontrar um número mais alto teríamos de recuar a 2014, no último ano do memorando da troika, quando o número de trabalhadores alvo de despedimento coletivo atingiu os 6.216. A este ritmo, tudo indica que 2020 irá ultrapassar essa faquia.

Dados do Ministério do Trabalho apontam que no período em análise, de janeiro a setembro de 2020, a maior parte dos trabalhadores laborava em pequenas e médias empresas. A região afetada é Lisboa e Vale do Tejo, seguida do Norte.