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Despedimento coletivo na Liberty Seguros

A seguradora tem um plano de reestruturação que implica encerrar 14 dos 16 escritórios que tem no país. Este plano vai mexer com 99 trabalhadores, sendo que, no mínimo, 25 serão mesmo despedidos. Os outros deverão ficar em regime de teletrabalho.
Sede da Liberty Seguros em Lisboa.
Sede da Liberty Seguros em Lisboa. Foto de Jaimie Wilson/Flickr.

A Liberty vai fazer uma mudança radical na forma como opera em Portugal. Está previsto no plano de reestruturação da empresa o encerramento de 14 dos 16 escritórios existentes atualmente. Apenas restarão um no Porto e outro em Lisboa.

Para os trabalhadores isto significa mexidas na situação de 99 de entre eles. Muitos, prevê-se sem especificar, ficarão a trabalhar em regime de teletrabalho. Outros, no mínimo 25, enfrentarão um processo de despedimento coletivo.

A informação é dada pelo Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins. Paulo Mourato, presidente desta estrutura, acrescenta ao Dinheiro Vivo que já pediu à empresa “mais informação, nomeadamente detalhes sobre as condições para a reintegração de trabalhadores em regime de teletrabalho ou mobilidade geográfica”. E apresenta como objetivo “proteger os postos de trabalho e, se houver despedimentos, que sejam o mínimo possível”.

Sindicatos e Liberty encontraram-se esta semana com a mediação do Ministério do Trabalho. E voltar-se-ão a encontrar para a semana.

Não é o primeiro corte na operação da Liberty em Portugal. A empresa chegou a ter 37 escritórios no país. Em 2017, passou a ser uma sucursal do ramo espanhol da empresa. A partir de 2019, a estratégia passou a ser reduzir a presença física.

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