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Desigualdade salarial: Mulheres até aos 30 anos recebem cada vez menos que homens

Existem cada vez mais mulheres, e mais qualificadas, a trabalhar. Contudo, as mulheres até aos 30 anos recebem cada vez menos que os homens. O mesmo acontece com as mulheres com idades acima dos 60 anos.
Foto cerillion.com/Flickr.

De acordo com os dados dos Quadros de Pessoal do Ministério do Trabalho, divulgados pelo ECO, em 2009, os homens ganhavam mais 240,5 euros do que as mulheres. No final de 2017, ainda que a diferença seja um pouco menor, é ainda bastante significativa: um homem a trabalhar por conta de outrem ganhou, em média, mais 225,9 euros do que uma mulher nas mesmas condições.

Mas, em determinadas faixas etárias, a clivagem é cada vez maior. Não obstante o Banco de Portugal assinalar que o número de mulheres a trabalhar tem aumentado, e com cada vez mais altas habilitações, as mulheres até aos 30 anos e as mulheres com mais de 60 anos ganham cada vez menos que os homens.

A desigualdade salarial é mais pesada para as mulheres que começam a trabalhar antes dos 18 anos: entre 2009 e 2017, a diferença entre as remunerações de homens e mulheres subiu de 40 para 157,3 euros. Já no que respeita à faixa etária entre 18 e 24 anos, a clivagem aumentou de 53,2 para 68,8. Para quem tinha tinha idades entre 25 e 29 anos o cenário mantém-se, os homens ganhavam mais 65,8 euros por mês em 2009, e passaram a ganhar mais 100,4 euros por mês em 2017.

Acima dos 60 anos de idade, as diferenças salariais também se agravaram. Os homens entre os 60 e os 64 anos de idade ganhavam mais 434,2 euros do que as mulheres em 2009. Em 2017, a diferença passou para 437,7 euros. Entre os trabalhadores com 65 anos ou mais a situação é ainda pior: os homens recebiam mais 418,8 euros em 2009. Oito anos depois, a diferença disparou para cerca de 530 euros.

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