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"Desenvolvimento da Figueira da Foz passa pela transição ecológica"

No debate da RTP3, o candidato bloquista Rui Curado Silva defendeu “um modelo novo" para o concelho, baseado na aposta nos recursos endógenos e na atração da atividade económica interessada em participar na transição ecológica.
Rui Curado Silva, candidato do Bloco à Câmara Municipal da Figueira da Foz | Imagem retirada da RTP3

No debate desta segunda-feira na RTP3 entre as candidaturas à Câmara Municipal da Figueira da Foz, o candidato bloquista Rui Curado Silva defendeu um modelo novo para o concelho, "baseado na atração da atividade económica de empresas e de todos os atores que queiram participar no desenvolvimento da Figueira, que estejam interessados em participar na transição ecológica”.

“Também queremos apostar nos recursos endógenos, não apenas o mar, há também o arroz em Maiorca, mesmo o próprio sal que não está incluído na economia azul, também faz parte desses recursos endógenos", afirmou o candidato do Bloco. Uma das propostas é a da criação de um gabinete de desenvolvimento local, coordenado por um vereador, "que vai contactar com instituições do ensino superior e de investigação”, frisou Rui Curado Silva.

Em vez de uma universidade, “que já tivemos no passado e acabou mal”, Rui Curado Silva defendeu o maior investimento nas instituições de investigação existentes e a atração de novos projetos orientados para a transição climática. “Não há nenhum projeto ligado à energia das ondas, às eólicas. O vento é um bem da Figueira da Foz”, afirmou, referindo outras potencialidades do concelho que devem servir para atrair investigadores e “nómadas digitais” a virem viver e trabalhar na Figueira da Foz.

O início do debate foi dominado pelo tema das irregularidades nas listas da candidatura de Pedro Santana Lopes. Rui Curado Silva referiu que “houve duas listas que foram chumbadas" e na lista de Santana para a Assembleia Municipal "estavam 18 elementos e a Assembleia Municipal leva 27 efetivos mais 9 suplentes". Ou seja, "estavam metade daquilo que deveriam ser”.

Relativamente à dívida do município que os mandatos do PSD deixaram, Rui Curado Silva afirmou que “claramente hipotecou o futuro porque a Câmara Municipal em certa altura ficou com as mãos atadas para fazer opções simples”. Dando como exemplos “escolas que deveriam ser arranjadas, e foram, mas depois as pessoas queriam comprar coisas tão simples como papel higiénico e os fornecedores não forneciam esse material à Câmara por causa da dívida”.

“O Centro de Artes e Espetáculos é outro exemplo de uma obra cara que foi feita e que até poderia ser positiva, mas depois não foi pensado um plano para que essa infraestrutura funcionasse por si própria”, apontou.

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