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Deputado holandês mostra filme xenófobo em Londres

Geert Wilders diz que o Corão é fascista e quer expulsar a comunidade islâmica a viver na HolandaGeert Wilders, o líder da extrema-direita holandesa, foi finalmente mostrar o seu filme anti-islâmico na Câmara dos Lordes, um ano após ter sido proibido de entrar no país.

 
O líder do Partido da Liberdade, encarado como o grande vencedor das eleições municipais holandesas esta semana - alcançou o segundo lugar em Haia e o primeiro em Almere, os dois únicos círculos onde apresentou lista - conseguiu também derrubar a proibição de entrar em Inglaterra para promover o seu filme anti-islâmico. Intitulado "Fitna", o suposto documentário de 17 minutos procura comparar o "Corão" ao "Mein Kampf" e fazer equivaler a obra sagrada dos muçulmanos ao livro escrito por Adolf Hitler, no meio de sequências de imagens chocantes dos atentados de 11 Setembro em Nova Iorque e de 11 Março em Madrid.

Wilders esteve na Câmara dos Lordes a convite do líder do Partido da Independência, o lorde Pearson e da baronesa Cox, que tiveram de esperar um ano para que fosse levantada a proibição do líder da extrema-direita holandesa pisar solo inglês.

No exterior do parlamento, cruzaram-se algumas centenas de apoiantes de Wilders, ligados à English Defence League (EDL), e membros de organizações antifascistas em protesto contra a iniciativa e a manifestação em seu apoio. A EDL é um partido racista, homofóbico e nazi e não deveriam poder marchar nas nossas ruas", afirmou Yasmin Rassool, da Unite Against Fascism.

Um porta-voz do Ministério do Interior britânico disse que o governo "lamenta a decisão da baronesa Cox e do lorde Pearson em convidar Geert Wilders para a Câmara dos Lordes para uma exibição privada do seu filme Fitna". Há um ano, a ministra do Interior Jacqui Smith proibiu a entrada de Wilders em Inglaterra, considerando que poderia "ameaçar a harmonia da comunidade e portanto a segurança pública".

 

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