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Cuidadores Informais protestam por estarem fartos de ser “causa adiada”

No dia europeu do Cuidador Informais, a Associação de Cuidadores Informais foi ao Parlamento criticar a “não implementação das medidas do estatuto do cuidador informal”.
Foto da Associação de Cuidadores Informais.
Foto da Associação de Cuidadores Informais.

Esta quinta-feira, dia europeu do cuidador, a Associação de Cuidadores Informais realizou uma “concentração pela Implementação do Estatuto do Cuidador Informal” em frente a Assembleia da República. Os cuidadores informais dizem que estão cansados de ser “uma causa adiada”.

As palavras são Maria Anjos Catapirra, vice-presidente da organização. A dirigente associativa explica que se deslocaram ao Parlamento para “manifestar o nosso desagrado pela não implementação das medidas do estatuto do cuidador informal porque tanto quanto sabemos, até à data, sem ser o subsídio de apoio, não há medidas implementadas”.

O sentimento manifestado pelos cuidadores informais é de “cansaço”: “estamos cansados de ser adiados e estamos cansados de tudo porque acabamos por ter uma legislação que não nos dá nenhum apoio”, criticou.

Falta apoio “pelo menos nas áreas mais importantes” diz Catapirra, exemplificando com o apoio profissional de saúde de referência, o apoio psicológico ou o descanso do cuidador que “nem sequer saiu portaria para saber os custos”.

“Nada disto está implementado e nós tivemos uma pandemia e sofremos tanto ou mais do que as outras pessoas todas e ninguém quer saber”.

Os cuidadores informais criticam ainda o processo “extremamente burocrático” que leva ao reconhecimento do estatuto e que faz com quem haja uma forte disparidade entre o número estimado de cuidadores e o número de quem consegue obter o estatuto. Para além disso, “as pessoas não conhecem o estatuto”.

A ACI diz que apesar dos cidadãos reconhecidos “serem tão poucos”, cerca de nove mil, “não fazemos ideia de quantos é que foram considerados cuidadores informais principais e quantos é que estão a usufruir do subsídio que acaba por ser irrisório, o valor médio é de 300 euros”.

A dirigente associativa acentuou ainda o “desagrado” causado aos cuidadores pelo facto de só terem sido ouvidos pelos deputados do Bloco, do PCP e do PAN quando esperavam falar com “pelo menos um político de cada cor política”.

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